Governo propõe punição de até 5 anos para quem praticar aumento abusivo de preços

Governo federal envia ao Congresso projeto de lei com punição de até 5 anos para empresas e responsáveis por aumento abusivo de preços e limitação artificial de oferta.
Governo propõe punição de até 5 anos para quem praticar aumento abusivo de preços
Crédito da imagem: Divulgação/ Polícia Rodoviária Federal

Resumo da Notícia

  • Governo federal propõe endurecer punições contra aumento abusivo de preços e limitação artificial de oferta.
  • Projeto de lei será enviado ao Congresso em regime de urgência, com penas de 2 a 5 anos de detenção.
  • Medida visa evitar que crises externas sejam usadas como justificativa para reajustes indevidos.
  • Estabelecimentos em casos graves poderão ser interditados, além de multas.
  • Ministro Bruno Moretti destaca que a proposta atinge também quem não repassar benefícios do governo.
  • ANP terá poderes ampliados para fiscalizar e intervir em casos de irregularidade grave.
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Em meio à pressão para conter a alta dos combustíveis e seus efeitos diretos no bolso do consumidor, o governo federal decidiu endurecer o jogo contra práticas consideradas abusivas no setor. A proposta mira tanto empresas quanto responsáveis por manipular preços ou restringir a oferta de forma artificial.

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Nesta segunda-feira (6), o governo anunciou que enviará ao Congresso, em regime de urgência, um projeto de lei que amplia as punições para quem eleva preços de maneira abusiva. A medida integra um pacote mais amplo voltado à estabilização do diesel e de outros combustíveis.

Governo propõe punição de até 5 anos para quem praticar aumento abusivo de preços
Crédito da imagem: Reprodução

O texto prevê mudanças na legislação para enquadrar aumentos abusivos e a limitação proposital de oferta como crime contra a economia popular. As penas podem variar entre dois e cinco anos de detenção, reforçando o caráter punitivo da proposta.

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Segundo o governo, a iniciativa busca evitar que situações externas, como crises geopolíticas ou cenários de calamidade, sejam usadas como justificativa para reajustes indevidos. A ideia é impedir que o consumidor fique refém de distorções no mercado.

Além do endurecimento das penas, a proposta também abre caminho para punições mais amplas. Em casos mais graves, os estabelecimentos poderão até ser interditados, algo que antes não estava previsto na legislação, que se limitava à aplicação de multas.

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O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que a nova tipificação também atinge quem deixar de repassar benefícios concedidos pelo governo ao consumidor. Nesses casos, as penalidades podem chegar à prisão de dois a cinco anos.

O pacote ainda traz mudanças estruturais no setor. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) terá poderes ampliados, podendo agir com mais rigor, inclusive interditando postos e distribuidoras em situações de irregularidade grave.

As medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo, que inclui subsídios, incentivos e ações coordenadas para conter a alta dos preços. O objetivo, segundo os ministros, é garantir abastecimento, proteger o consumidor e evitar abusos no mercado de combustíveis.

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