Gasolina dispara nos EUA e atinge 2º maior preço da história em meio à tensão com o Irã

A gasolina nos EUA alcança o segundo maior preço da história, impulsionada por tensões no Oriente Médio e instabilidade no mercado de petróleo. Entenda os impactos e o que esperar.
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Crédito da imagem: Bloomberg

Resumo da Notícia

  • O preço da gasolina nos Estados Unidos atingiu o segundo maior patamar histórico, com o galão a US$ 4,09.
  • A alta é reflexo da escalada de tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.
  • Desde o início de março, os valores subiram quase diariamente, com um aumento de 98 centavos no último mês.
  • A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, rota crucial, restringe 20% da oferta global de petróleo.
  • Cerca de 20 estados americanos já registram gasolina acima de US$ 4, com a Califórnia próxima de US$ 6.
  • O diesel também acompanha a tendência de alta, superando US$ 5,50, impactando transporte e logística.
  • A valorização do petróleo Brent e WTI indica que novos reajustes nas bombas são prováveis.
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A nova disparada no preço da gasolina nos Estados Unidos reflete um cenário global de incerteza e tensão, com impactos diretos no bolso do consumidor. Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, o combustível voltou a ultrapassar níveis históricos, reacendendo preocupações com inflação e custo de vida. O movimento acompanha a instabilidade no mercado internacional de petróleo.

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Levantamento da AAA mostra que o preço médio da gasolina comum chegou a US$ 4,09 por galão, com picos recentes acima de US$ 4,10. Trata-se do segundo maior patamar já registrado no país. Em apenas um dia, o valor avançou até 2 centavos, mantendo uma trajetória consistente de alta.

Gasolina dispara nos EUA e atinge 2º maior preço da história em meio à tensão com o Irã
Crédito da imagem: Pexels/Engin Akyurt

Desde o início de março, os preços subiram praticamente todos os dias, com raras quedas pouco significativas. No acumulado do último mês, a gasolina ficou cerca de 98 centavos mais cara, uma alta mais intensa do que em momentos críticos recentes, como após o furacão Katrina ou as sanções à Rússia em 2022.

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O avanço dos preços está diretamente ligado ao agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Após ataques iniciados no fim de fevereiro e respostas militares na região, o mercado de energia passou a reagir com forte volatilidade, pressionando a cotação do petróleo e, por consequência, dos combustíveis.

Um dos principais gargalos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o abastecimento global. A interrupção quase total do tráfego marítimo no local compromete cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e derivados, restringindo o fluxo e elevando os preços em diversos países.

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Os reflexos já são sentidos em larga escala dentro dos Estados Unidos. Cerca de 20 estados registram gasolina acima de US$ 4 por galão, enquanto regiões como a Califórnia se aproximam de US$ 6. O diesel também acompanha a tendência de alta, superando US$ 5,50, ampliando o impacto sobre transporte e logística.

A pressão deve continuar nos próximos dias, já que o petróleo segue em forte valorização. O barril do tipo Brent ultrapassou US$ 109, enquanto o WTI passou de US$ 111, indicando que novos reajustes ainda podem chegar às bombas. Com isso, o cenário atual reforça o risco de novos aumentos e mantém o mercado em alerta.

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