Escassez de diesel começa a afetar serviços essenciais no RS

A falta de diesel no Rio Grande do Sul impacta serviços essenciais e o agronegócio. Entenda a crise, as cidades afetadas e as medidas do governo federal.
Governo articula acordo com estados e prepara medida provisória para subsidiar diesel importado
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação

Resumo da Notícia

  • A escassez de diesel está alterando a rotina de cidades no Rio Grande do Sul, afetando serviços básicos e o agronegócio.
  • Um levantamento da Famurs indica que 142 prefeituras gaúchas, quase 30% do total, enfrentam dificuldades no abastecimento.
  • Prefeitos estão racionando o combustível, priorizando saúde e educação e suspendendo obras públicas.
  • O transporte escolar e o deslocamento de pacientes estão sob risco iminente, segundo a presidente da Famurs.
  • A crise coincide com o pico da colheita de arroz e o avanço das lavouras de soja e milho no estado, aumentando a demanda por diesel.
  • Pequenos e médios produtores e postos independentes são os mais atingidos, sem contratos de fornecimento contínuo.
  • O governo federal anunciou medidas como crédito extraordinário e redução de tributos, mas a eficácia é questionada.
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A falta de diesel já começa a redesenhar a rotina de cidades no Rio Grande do Sul, atingindo desde serviços básicos até a dinâmica do agronegócio. Em meio à alta demanda e à pressão internacional sobre os preços do petróleo, o problema ganhou escala e acendeu um alerta para o risco de desabastecimento mais amplo no país.

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Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) mostra que ao menos 142 prefeituras enfrentam dificuldades no abastecimento. O número representa quase 30% dos 497 municípios gaúchos, com impacto direto no funcionamento de serviços essenciais.

Escassez de diesel começa a afetar serviços essenciais no RS
Crédito da imagem: Reprodução

O dado, porém, pode ser ainda mais preocupante. Das 315 prefeituras que responderam à pesquisa, quase metade relatou problemas, indicando que a crise pode estar mais disseminada do que o retrato inicial sugere. Uma nova atualização do levantamento deve trazer números mais precisos.

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Diante da escassez, prefeitos passaram a racionar o combustível disponível. A prioridade tem sido manter áreas sensíveis, como saúde e educação, enquanto obras públicas e atividades que dependem de máquinas começam a ser suspensas gradualmente.

O risco imediato, segundo a própria entidade, é o comprometimento do transporte escolar e do deslocamento de pacientes entre cidades. A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, alerta que, sem medidas urgentes, a situação tende a se agravar nos próximos dias.

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No campo, a pressão aumenta. O estado vive o pico da colheita de arroz — cultura na qual é líder nacional — além do avanço das lavouras de soja e milho, o que eleva a demanda por diesel. Produtores tentam se antecipar, formando estoques para garantir o escoamento da produção.

Especialistas apontam que os primeiros sinais da crise surgiram justamente no interior gaúcho, onde o consumo é mais intenso. Pequenos e médios produtores, além de postos independentes, são os mais afetados, já que dependem do mercado à vista e não têm contratos de fornecimento contínuo.

No cenário nacional, o governo federal anunciou medidas para conter o problema, como crédito extraordinário para o setor, redução de tributos e propostas de isenção de ICMS sobre o diesel importado. Ainda assim, agentes do mercado avaliam que as ações precisam de implementação imediata e podem não ser suficientes diante da dimensão da crise.

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