A DiDi, conhecida no Brasil por ser dona da 99, está apostando forte na expansão de seus serviços na América Latina, com foco especial no México e no Brasil. A empresa quer impulsionar o uso de veículos elétricos (VEs) e, para isso, vai investir pesado em infraestrutura de recarga.
No Brasil, o plano é instalar mais de 10 mil estações públicas de carregamento para dar suporte à crescente demanda por carros elétricos. A iniciativa acompanha o movimento global da empresa em direção a soluções mais sustentáveis para o transporte por aplicativo.

No México, a DiDi fechou parcerias com montadoras chinesas como BYD, GAC e Deepal para trazer mais de 100 mil veículos elétricos ao país. Hoje, o México já é o maior comprador de carros chineses na América Latina, o que facilita a entrada desses modelos no mercado local.
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A meta da DiDi é clara: reduzir as emissões de poluentes. Só no México, a substituição dos carros movidos a combustível por elétricos pode cortar até 70% das emissões de gases de efeito estufa. Isso significaria evitar a emissão de 500 mil toneladas de CO₂ até 2030 — o mesmo que plantar 8,5 milhões de árvores.
A empresa já tem uma forte experiência nesse caminho. Na China, mais de 4 milhões de veículos de energia limpa estão registrados na plataforma da DiDi, sendo 3,5 milhões totalmente elétricos. Em 2023, esses veículos responderam por mais da metade de toda a quilometragem percorrida nos serviços da empresa.

A internacionalização da DiDi começou em 2018, com a compra da 99 no Brasil. Desde então, a companhia expandiu com o lançamento da 99 Food e hoje atende mais de 550 milhões de usuários em mais de 3.400 cidades. Os números do último trimestre de 2024 mostram o sucesso dessa estratégia: só no exterior, foram mais de 3,6 bilhões de corridas e entregas ao longo do ano, gerando US$ 12,9 bilhões em transações.
