China avança nas regras e leva carros autônomos de nível 3 mais perto do nível 4

Novas regras na China visam aumentar a segurança dos carros autônomos, aproximando o nível 3 do nível 4. Saiba mais sobre as mudanças.
China avança nas regras e leva carros autônomos de nível 3 mais perto do nível 4
Crédito da imagem: Pony.ai

Resumo da Notícia

  • A China está implementando novas regras para carros autônomos.
  • O objetivo é aumentar a segurança e evitar acidentes.
  • A regulamentação é obrigatória e afetará a produção, venda e importação.
  • Um sistema de 'caixa-preta' (DSSAD) será exigido para registrar dados.
  • As mudanças visam aproximar o nível 3 do nível 4 de autonomia.
  • Montadoras terão 13 meses para se adaptar às novas exigências.
  • A medida foi motivada por acidentes envolvendo carros autônomos.
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A China decidiu apertar o cerco sobre os carros que dirigem sozinhos. Em meio ao avanço acelerado da tecnologia e a uma sequência de acidentes de repercussão internacional, o país concluiu as primeiras regras obrigatórias voltadas aos sistemas de condução autônoma mais avançados. O objetivo é simples: aumentar o nível de segurança antes que a expansão desses veículos ganhe ainda mais escala nas ruas.

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Elaborada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), a minuta intitulada “Veículos Inteligentes Conectados – Requisitos de Segurança para Sistemas de Condução Autônoma” foi aberta à consulta pública em 12 de fevereiro de 2026. A entrada em vigor está prevista para 1º de julho de 2027. A partir dessa data, as exigências passam a ter força de lei.

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Crédito da imagem: AUDI

Na prática, a nova regulamentação substitui a norma técnica recomendada que estava em vigor desde setembro de 2024. Diferentemente da anterior, que tinha caráter voluntário, a nova versão será obrigatória. Isso significa que veículos que não cumprirem as exigências não poderão ser produzidos, vendidos nem importados na China.

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Para os modelos já aprovados, haverá um período de adaptação. As montadoras terão 13 meses, contados a partir da implementação oficial, para adequar seus veículos às novas regras. O governo busca evitar rupturas bruscas no mercado, mas deixa claro que o padrão de segurança será elevado.

Um dos pontos centrais é a exigência de um Sistema de Registro de Dados de Condução Autônoma (DSSAD), espécie de “caixa-preta” semelhante à usada na aviação. O equipamento deverá seguir a norma obrigatória chinesa sobre registro de dados para veículos inteligentes conectados, em vigor desde janeiro de 2026. A ferramenta permitirá reconstruir com precisão o que ocorreu em caso de acidentes.

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As mudanças foram motivadas por uma série de episódios envolvendo carros autônomos no mundo, incluindo ocorrências com veículos da Waymo, Uber, Cruise e Toyota. Na própria China, um caso em dezembro de 2025 chamou atenção: um táxi autônomo da Hello Kitty atropelou um pedestre em Zhuzhou, na província de Hunan, após supostamente não identificar uma pessoa caída na pista escorregadia.

Outro avanço relevante atinge diretamente os sistemas de Nível 3, segundo a classificação internacional da SAE. Se o motorista não responder ao pedido de retomada do controle, o veículo deverá ser capaz de realizar, sozinho, uma manobra de risco mínimo — como mudar de faixa e estacionar em local seguro sem bloquear o trânsito.

Para especialistas ouvidos pela imprensa chinesa, a exigência aproxima o Nível 3 das capacidades do Nível 4, reduzindo um dos principais dilemas do setor: o que fazer quando o condutor simplesmente não reage.

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