Resumo da Notícia
O Chevrolet Onix 2026 chegou em julho com visual renovado e novas soluções para enfrentar um problema que assombra sua imagem: a correia dentada banhada a óleo. Embora tecnicamente mais durável, esse componente se tornou alvo constante de críticas nas redes sociais, a ponto de prejudicar a reputação do carro.
Desde 2024, quando o motor completou cinco anos no mercado, as críticas se multiplicaram em comentários e memes. Muitos repetem padrões automáticos, como emojis de bomba e risadas, indício de uso de bots para amplificar a repercussão.

Segundo a Chevrolet, os relatos de problemas reais são poucos. Apenas 3% dos chamados em seus canais de pós-venda citam a correia dentada, número dentro da média para esse tipo de peça. Mesmo assim, nas redes o assunto domina os comentários sobre o carro.
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O novo componente passou por melhorias: agora é feito com reforço em fibra de vidro e teflon, o que aumenta a resistência mesmo em situações de uso de óleo errado ou falsificado, problema comum no Brasil. Ainda assim, a recomendação segue sendo usar o lubrificante AC Delco com certificação Dexos 1 Gen 3.

A polêmica cresceu após casos de entupimento de dutos de óleo, que podem levar à falha do motor ou até comprometer o freio por causa da bomba de vácuo. Para evitar isso, a Chevrolet ampliou a garantia da correia para 240 mil km, retroativa a todos os veículos produzidos desde 2020 com esse motor.
Comparada à correia seca, que precisa ser trocada a cada 60 mil km, a banhada a óleo dura quatro vezes mais. Além disso, ela reduz ruídos e vibrações, deixando o motor mais suave. A corrente metálica, usada em outros mercados, tem durabilidade ainda maior, mas é mais pesada e barulhenta.

No fim das contas, a correia banhada a óleo é eficiente e ajuda no desempenho do motor, mas segue carregando o estigma de fragilidade. Para o Onix voltar a brilhar nas vendas, não basta só mudar o design: será preciso convencer o público de que o componente não é um problema.
Apesar da novidade, a repercussão online foi negativa. Comentários em massa, muitos de perfis sem foto e até em outros idiomas, levantaram suspeitas de automação nas críticas. A própria GM constatou que apenas 3% das reclamações feitas em seus canais de atendimento citavam o componente, mas nas redes sociais o assunto virou o centro das discussões.
