A montadora chinesa BYD quer que metade de suas vendas globais venha de fora da China até 2030. A meta foi compartilhada com investidores desde o fim de 2023 e representa uma guinada ousada para a empresa, que busca se posicionar entre os grandes nomes da indústria automotiva mundial.
Em 2024, a BYD vendeu mais de 4,27 milhões de veículos, sendo que cerca de 90% dessas unidades foram destinadas ao mercado chinês. Fora do país, a empresa comercializou 417 mil veículos, um crescimento de quase 72% em relação ao ano anterior.

Boa parte da confiança da BYD nessa expansão vem do sucesso que ela teve nos últimos anos na China, oferecendo modelos elétricos e híbridos com preços competitivos. A empresa acredita que pode repetir essa fórmula em outros mercados.
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A expansão deve se concentrar principalmente na Europa e na América Latina — regiões vistas como mais receptivas à marca, já que barreiras comerciais dificultam sua entrada nos Estados Unidos.
Em março de 2022, a empresa encerrou a produção de veículos movidos apenas a combustão, focando exclusivamente em híbridos plug-in (PHEV) e elétricos (BEV). Essa decisão coincidiu com um forte crescimento da demanda por veículos de novas energias na China.
Somente em 2024, as vendas de veículos elétricos da BYD chegaram a 1,76 milhão de unidades, um aumento de 12%. Já os híbridos somaram mais de 2,48 milhões, com crescimento de quase 73% em comparação com o ano anterior.

Com esse desempenho, o presidente da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a meta para 2025 é alcançar 5,5 milhões de unidades vendidas, sendo pelo menos 800 mil fora da China — o que representaria um salto de 92% nas vendas internacionais.
Atualmente, o Grupo BYD administra quatro marcas: BYD, Denza, Yangwang e Fang Cheng Bao. Nos primeiros quatro meses de 2025, a empresa já vendeu mais de 1,38 milhão de veículos de novas energias, crescendo quase 47% em relação ao mesmo período do ano anterior. Uma outra montadora chinesa, a Great Wall Motor planeja supercarro para rivalizar com Ferrari SF90 Stradale.
