BYD avança em baterias de estado sólido e desenvolve células de sódio com até 10 mil ciclos

Descubra como a BYD está revolucionando o futuro dos veículos elétricos com avanços em baterias de íon-sódio (10 mil ciclos) e estado sólido.
Três montadoras da China conquistam espaço no Top 10 global de vendas em 2025
Crédito da imagem: CFP

Resumo da Notícia

  • A BYD avança simultaneamente em tecnologias de baterias de íon-sódio e estado sólido.
  • A bateria de íon-sódio de terceira geração da BYD atinge impressionantes 10.000 ciclos de carga.
  • A empresa superou desafios históricos da tecnologia de sódio, como precipitação e desempenho em altas temperaturas.
  • Houve progressos significativos nas baterias de estado sólido com eletrólitos de sulfeto, melhorando vida útil e carregamento rápido.
  • A produção em pequena escala de baterias de estado sólido está prevista para 2027, com adoção em larga escala após 2030.
  • A BYD é a segunda maior fabricante global de baterias, com a CATL como principal concorrente.
  • A estratégia de desenvolvimento paralelo da BYD a consolida como protagonista das baterias de próxima geração.
Continua após a publicidade

A corrida por baterias mais duráveis e eficientes ganhou um novo capítulo com a BYD, que avança em duas frentes estratégicas ao mesmo tempo. A empresa aposta tanto no íon-sódio quanto no estado sólido como caminhos complementares para sustentar a próxima fase dos veículos elétricos e do armazenamento de energia.

Continua após a publicidade

Em apresentação a investidores, a BYD revelou que sua bateria de íon-sódio de terceira geração já alcança até 10.000 ciclos de carga. O número chama atenção quando comparado às baterias LFP convencionais usadas em carros elétricos, que costumam variar entre 2.000 e 3.000 ciclos.

BYD avança em baterias de estado sólido e desenvolve células de sódio com até 10 mil ciclos
Crédito da imagem: CNC

Segundo a companhia, esses resultados foram possíveis após resolver desafios históricos da tecnologia, como a precipitação do sódio e o desempenho em altas temperaturas. O avanço veio com um novo desenho de materiais, apoiado em sistemas de polianiões mais estáveis e melhorias no conjunto eletroquímico.

Continua após a publicidade

Paralelamente, a BYD também reporta progressos relevantes em suas baterias de estado sólido com eletrólitos de sulfeto. Houve ganhos tanto na vida útil quanto na capacidade de carregamento rápido, dois pontos críticos que sempre limitaram essa tecnologia em aplicações comerciais.

A produção em pequena escala dessas baterias de estado sólido segue prevista para 2027, com uso inicial em veículos de demonstração ou modelos de nicho. A adoção em larga escala, como já indicado pela empresa, deve ocorrer apenas após 2030, à medida que custos e processos industriais amadureçam.

Cobertura relacionadaRede de recarga no Brasil supera a marca de 25 mil pontos

No cenário global, a BYD ocupa hoje a segunda posição entre os maiores fabricantes de baterias de alta potência, atrás apenas da CATL. A concorrente, por sua vez, também avança no íon-sódio e já prepara o lançamento de veículos com essa tecnologia em parceria com a Changan a partir de 2026.

Ao explorar diferentes químicas e arquiteturas, a BYD reforça uma estratégia de desenvolvimento paralelo, sem apostar todas as fichas em uma única solução. O movimento acompanha a tendência da indústria e consolida a empresa entre os protagonistas das baterias de próxima geração.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.