Resumo da Notícia
A chegada do BYD Atto 2 DM-i Flex marca um movimento importante no mercado brasileiro de automóveis. Em um segmento dominado por SUVs compactos movidos apenas a combustão, a fabricante chinesa aposta em uma proposta inédita ao lançar o primeiro híbrido plug-in flex da categoria, combinando eletrificação e biocombustíveis em um único projeto desenvolvido com participação de equipes brasileiras.
Com preços entre R$ 149.990 e R$ 169.990, o novo utilitário esportivo entra diretamente na disputa com modelos consagrados como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e Honda HR-V. A estratégia da BYD é ampliar sua presença justamente no segmento mais relevante do mercado nacional, oferecendo uma alternativa eletrificada por valores próximos aos praticados pelos líderes da categoria.
O modelo utiliza a tecnologia DM-i, que prioriza o funcionamento do motor elétrico e conta com o apoio de um propulsor 1.5 aspirado flex de 97 cv. A configuração de entrada entrega 177 cv de potência combinada, enquanto a versão mais equipada alcança 197 cv. O torque é de 30,6 kgfm em ambas as versões, sempre com tração dianteira e transmissão dedicada ao sistema híbrido.
Além da motorização eletrificada, a autonomia aparece como um dos principais argumentos do Atto 2. Segundo a fabricante, o SUV pode superar os 1.000 quilômetros de alcance combinado com gasolina graças ao tanque de 45 litros. Em modo exclusivamente elétrico, a bateria de 7,8 kWh da versão GL permite até 45 km de alcance, enquanto a GS utiliza um conjunto de 18 kWh capaz de atingir até 110 km no ciclo NEDC.
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Nas dimensões, o Atto 2 mantém porte competitivo para o uso urbano e familiar. São 4,33 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,67 metro de altura e entre-eixos de 2,62 metros. O porta-malas oferece capacidade declarada de 455 litros, superando diversos concorrentes diretos, enquanto as rodas de liga leve aro 17 são item de série em toda a linha.
Visualmente, o SUV compartilha a mesma base do Yuan Pro elétrico, trazendo faróis estreitos, assinatura luminosa moderna e uma dianteira marcada por elementos integrados ao capô. Na traseira, as lanternas conectadas por uma barra iluminada e o efeito de teto flutuante reforçam a identidade visual contemporânea adotada pela marca nos modelos mais recentes.
O interior aposta em tecnologia e conectividade. As duas versões contam com painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, atualizações remotas e comandos de voz. Dependendo da configuração, o acabamento pode utilizar tecido premium ou couro ecológico, além de oferecer equipamentos como carregador de celular por indução e teto panorâmico.
A lista de segurança também chama atenção. Desde a versão inicial, o modelo oferece seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, frenagem automática de emergência, câmera de visão 360 graus e controle de cruzeiro adaptativo. A configuração GS acrescenta assistentes avançados de condução, incluindo monitoramento de ponto cego, permanência em faixa, reconhecimento de placas e alertas de colisão.

Embora os primeiros veículos sejam importados, a expectativa da fabricante é nacionalizar gradualmente a produção em Camaçari, na Bahia. Segundo a empresa, a fábrica receberá novas etapas industriais, incluindo soldagem, pintura e estamparia, consolidando o complexo como um dos principais centros produtivos da marca fora da China.
Com reservas já abertas nas concessionárias e entregas previstas para os próximos meses, o BYD Atto 2 DM-i Flex surge como um dos lançamentos mais estratégicos do ano. Mais do que ampliar a linha da fabricante, o modelo servirá como um importante teste para medir o potencial dos híbridos plug-in flex em um mercado tradicionalmente dominado pelos SUVs compactos convencionais.
