BYD aposta na arquitetura “cell-to-chassis” para acelerar a eletrificação do transporte público

BYD revoluciona o transporte público com a arquitetura cell-to-chassis, integrando baterias ao chassi para maior eficiência e autonomia em ônibus elétricos.
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Crédito da imagem: Divulgação

Resumo da Notícia

  • BYD lidera a eletrificação de ônibus com a arquitetura cell-to-chassis, integrando baterias ao chassi.
  • A plataforma e-Bus 3.0 da BYD, desde 2025, adota a arquitetura que une bateria e chassi em um único conjunto.
  • A arquitetura CTC transforma a bateria em parte estrutural do ônibus, otimizando espaço e reduzindo peças.
  • O ônibus C11 da BYD oferece mais espaço para bagagem e diminui o número de peças, além de reduzir o consumo.
  • A expansão dos ônibus elétricos BYD reflete uma mudança no perfil da eletrificação, com avanços em serviços interurbanos.
  • A BYD expande sua presença na Europa, com entregas de ônibus elétricos e reforço na estrutura de pós-venda.
  • Singapura contratou 660 novos ônibus elétricos, incluindo 210 da BYD, com entregas a partir de 2026.
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A eletrificação dos ônibus entrou em uma nova fase, mais madura e menos experimental. Em vez de apenas trocar motores a diesel por baterias, as fabricantes passaram a repensar o veículo desde a base. A BYD é um dos nomes que lideram esse movimento ao integrar as baterias à própria estrutura do chassi.

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Desde 2025, com a estreia da plataforma e-Bus 3.0, a marca adotou de vez a arquitetura que une bateria e chassi em um único conjunto. Em 2026, esse conceito já está presente em operações reais em diferentes países, consolidando a proposta como padrão técnico, e não mais como exceção.

BYD aposta na arquitetura “cell-to-chassis” para acelerar a eletrificação do transporte público
Crédito da imagem: BYD

Essa evolução acompanha a transição das antigas adaptações CTM para projetos nativos de veículos elétricos. Primeiro vieram as soluções CTP, que eliminaram módulos intermediários e ampliaram a capacidade útil das baterias. O passo seguinte foi o CTC, que transforma a bateria em parte estrutural do ônibus.

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Na prática, os ganhos são claros. O ônibus C11 da BYD, por exemplo, oferece cerca de 7 metros cúbicos para bagagem e reduz em aproximadamente 370 o número de peças. A arquitetura elétrica de 1.000 volts diminui o consumo em até 18% e melhora a autonomia em climas frios em até 80 km por dia.

A expansão do uso desses ônibus também reflete uma mudança no perfil da eletrificação. Enquanto as redes urbanas chinesas já são quase totalmente elétricas, os serviços interurbanos e de longa distância avançam de forma gradual. Plataformas estruturais, como a da BYD, ajudam a acelerar esse processo com mais eficiência e padronização.

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Na Europa, a presença da marca segue crescendo. Em 2025, mais de 5.000 ônibus elétricos foram entregues no continente, e em Budapeste os primeiros veículos de um lote de 82 unidades começaram a rodar no início de 2026. A BYD também reforçou sua estrutura de pós-venda em mercados como a Austrália.

Singapura é outro exemplo desse avanço. A autoridade local de transportes contratou 660 novos ônibus elétricos no fim de 2025, sendo 210 fornecidos pela BYD. As entregas começam no final de 2026, enquanto a empresa já trabalha em soluções futuras, como baterias de estado sólido e sistemas inteligentes de manutenção preditiva.

A BYD oferece descontos de até R$ 28 mil, acirrando a competição no mercado. O mercado automotivo pós-pandemia tem apresentado mudanças significativas.

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