BYD anuncia início da produção em Camaçari e aposta em híbrido flex

A informação foi confirmada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD
BYD anuncia início da produção em Camaçari e aposta em híbrido flex
Crédito da imagem: BYD
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A fábrica da BYD em Camaçari (BA) começará a operar no dia 26 de junho, às 9h, segundo o vice-presidente sênior da marca, Alexandre Baldy. O primeiro carro a ser produzido será o Dolphin Mini, modelo 100% elétrico. A marca chinesa aposta também em veículos híbridos com motor flex, tecnologia que hoje é liderada no Brasil pela Toyota.

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A planta vai desenvolver sistemas híbridos plug-in com motor elétrico que traciona as rodas e motor a combustão abastecido com etanol. A intenção da BYD é tornar o etanol mais competitivo frente à gasolina e à eletricidade, aproveitando a produção nacional do combustível. O SUV Song Pro é cotado para ser um dos primeiros modelos com essa nova tecnologia.

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Crédito da imagem: BYD

A produção completa dos híbridos-flex está prevista para o segundo semestre de 2025, conforme confirmou Baldy. A expectativa é de que a fábrica atinja sua capacidade total apenas em dezembro de 2026, segundo o secretário do Trabalho da Bahia, Augusto Vasconcelos.

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Em entrevista, Baldy destacou que o objetivo da BYD é lançar um “super híbrido”, com tecnologia flex-fuel e desempenho otimizado para o uso do etanol. A marca quer equiparar o etanol ao custo da gasolina na prática do dia a dia, considerando autonomia e desempenho.

Apesar dos planos iniciais de começar a produção ainda em 2024, a inauguração atrasou. Um dos principais motivos foi a denúncia de trabalho análogo à escravidão envolvendo 163 trabalhadores chineses. A empresa responsável, Jinjiang Construction, foi contratada pela BYD para obras na fábrica.

Os trabalhadores foram encontrados em alojamentos precários, com banheiros insuficientes e passaportes retidos. A fiscalização resultou em embargos e fez a BYD romper o contrato com a empreiteira. O caso ganhou repercussão nacional.

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O Ministério Público do Trabalho entrou com ação contra a BYD, Jinjiang e a Tecmonta, cobrando R$ 257 milhões por danos morais coletivos. A ação foi movida no dia 27 de maio de 2025. A montadora nega envolvimento direto nas irregularidades, mas colabora com as investigações.

Além disso, chuvas fortes na região e atrasos na liberação de máquinas retidas no Porto de Salvador por questões tributárias também contribuíram para o adiamento do cronograma da fábrica.

A BYD reforça que o etanol é estratégico para o futuro do setor automotivo no Brasil, sobretudo com a tendência de eletrificação. A ideia é combinar as vantagens da eletricidade com um combustível renovável e nacional.

Mesmo sem prometer redução nos preços, a montadora promete manter estabilidade nos valores. A aposta está no desempenho: motores flex geralmente ganham cerca de 5 cavalos extras quando abastecidos com etanol, o que pode atrair consumidores em busca de mais potência com custo acessível.

Inicialmente, a montagem dos veículos será no regime SKD (Semi-Knocked Down) por um período de 12 meses, onde as peças chegam parcialmente desmontadas, em subconjuntos. Após esse período, a produção será totalmente nacional. Paralelamente, a Volvo suspendeu a produção do EX90, mostrando os desafios da indústria.

A CAAM alerta para o fim da guerra de preços no setor automotivo chinês, e a Volkswagen considera investimentos massivos nos EUA para mitigar tarifas. Além disso, o Japão e montadoras colaboram em veículos definidos por software e IA.

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