Resumo da Notícia
A ofensiva da BYD no mercado de mobilidade elétrica na China ganhou um novo capítulo com a chegada do Linghui e7, sedã desenvolvido especialmente para serviços de transporte por aplicativo e táxis. O modelo promete reduzir drasticamente o tempo de recarga, algo essencial para veículos que passam grande parte do dia em circulação nas cidades.
A novidade mais chamativa é a tecnologia de carregamento ultrarrápido. Segundo a marca, o e7 consegue elevar o nível da bateria de 10% para 70% em cerca de cinco minutos. Já para ir de 10% a 97%, o processo levaria aproximadamente nove minutos, tempo próximo ao de um abastecimento convencional.

Para alcançar essa velocidade, o sedã utiliza a bateria Short Blade de segunda geração, compatível com as novas estações de recarga da BYD. Cada ponto pode entregar até 1.500 kW de potência por conector, permitindo ao veículo aproveitar ao máximo a infraestrutura de carregamento de alta capacidade.
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O Linghui e7 é um sedã de porte médio grande, com 4,78 metros de comprimento e 2,82 metros de entre-eixos. O modelo segue a identidade visual da linha Ocean da BYD, com faróis estreitos, dianteira fechada e uma lanterna traseira em peça única, criando um visual moderno e aerodinâmico.
Na parte mecânica, a versão de entrada traz motor elétrico de 100 kW, equivalente a 134 cv. Acima dela há uma configuração mais potente, com 130 kW (174 cv), voltada para quem precisa de desempenho extra sem abrir mão da eficiência no uso diário.
O sedã será oferecido com baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) e autonomia estimada entre 450 km e 520 km nas versões iniciais. A configuração mais potente poderá chegar a cerca de 550 km com uma carga completa, dependendo da capacidade do pacote de baterias.
Enquanto isso, a disputa tecnológica no setor continua. A troca rápida de baterias ainda leva vantagem em tempo — cerca de 1,5 minuto —, mas exige infraestrutura cara e padronização dos veículos. A BYD aposta no caminho do carregamento ultrarrápido e já conta com mais de 4 mil estações na China, com planos de expandir para cerca de 20 mil pontos ainda este ano.
