Resumo da Notícia
A estratégia da BYD para vender carros diretamente a pequenos negócios virou um dos movimentos mais relevantes do mercado automotivo brasileiro nos últimos meses. Em ritmo acelerado, a montadora chinesa ampliou sua presença fora do varejo tradicional e encontrou nos microempreendedores um público disposto a apostar na eletrificação. O resultado apareceu rapidamente nos números.
Entre agosto e dezembro de 2025, as vendas diretas saltaram de 1.268 para 5.378 unidades, um crescimento de 324% em apenas quatro meses. O avanço consolidou a política nacional lançada em outubro, voltada a CNPJ, taxistas, produtores rurais e pessoas com deficiência. Trata-se de operações feitas sem intermediação das concessionárias convencionais.

Somente em dezembro, quase 4 mil emplacamentos foram concentrados nas versões específicas para esse canal: Dolphin Mini GL, King GL e Song Pro GL. Esses modelos são produzidos na fábrica de Camaçari (BA), que se tornou peça-chave na estratégia da marca. As configurações foram pensadas para quem utiliza o carro como ferramenta de trabalho.
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Com a mudança, a fatia das vendas diretas no total da BYD saiu de cerca de 10% para 30% no fim de 2025. A expectativa da companhia é chegar a 50% já em 2026, equilibrando o peso entre varejo e vendas corporativas. Para a empresa, há uma demanda reprimida por eletrificação entre pequenos empresários.
Segundo Fábio Lage, diretor comercial da BYD do Brasil, o desempenho confirma o acerto da política nacional implementada no último trimestre de 2025. Já Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da operação brasileira, afirma que microempreendedores fazem contas detalhadas e perceberam rapidamente a economia proporcionada por híbridos e elétricos. O menor gasto com combustível tem sido decisivo, o que acirra competição no mercado automotivo brasileiro.

O bom momento das vendas diretas ajudou a impulsionar o resultado geral da montadora. Em dezembro, a BYD registrou 15.658 emplacamentos somando todos os canais, alta de 50% sobre o mesmo mês de 2024. Com isso, a empresa entrou pela primeira vez no grupo das cinco maiores do país.
No acumulado, o salto também chama atenção: de 17.937 veículos vendidos em 2023 para 111.683 em 2025, um crescimento de 522%. A produção acompanha a demanda. Em apenas três meses, a planta de Camaçari superou 20 mil unidades fabricadas, com um carro finalizado a cada minuto, reforçando o avanço da marca no mercado brasileiro.
