Alta de gasolina e diesel vira alvo de investigação do governo após preços subirem sem reajuste da Petrobras

Governo federal, por meio do Ministério da Justiça, pede investigação do Cade sobre aumentos de gasolina e diesel em diversos estados, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras.
Governo articula acordo com estados e prepara medida provisória para subsidiar diesel importado
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação

Resumo da Notícia

  • Governo federal inicia investigação sobre aumentos nos preços de gasolina e diesel em vários estados.
  • Ação parte do Ministério da Justiça, via Senacon, direcionada ao Cade.
  • Suspeita é de que distribuidoras elevaram valores sem justificativa oficial da Petrobras.
  • Petrobras não realizou reajustes recentes, com últimas reduções em janeiro e maio de 2026.
  • Sindicatos do setor relatam repasses de aumentos por distribuidoras, citando alta do petróleo internacional.
  • Aumento expressivo foi observado no Rio Grande do Sul e na Bahia, com dados da ANP confirmando leve avanço.
  • Cenário internacional, com guerra no Oriente Médio, eleva preço do petróleo e pressiona combustíveis.
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A disparada recente nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país acendeu um alerta no governo federal. Mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, postos e distribuidoras passaram a aplicar aumentos em alguns estados. Diante desse cenário, o Ministério da Justiça pediu uma análise sobre possíveis irregularidades no mercado.

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O pedido foi encaminhado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão quer investigar aumentos registrados em quatro estados e no Distrito Federal. A principal suspeita é de que distribuidoras tenham elevado os valores sem uma justificativa clara na política oficial de preços.

Alta de gasolina e diesel vira alvo de investigação do governo após preços subirem sem reajuste da Petrobras
Crédito da imagem: Petrobras/Divulgação

Segundo o governo, a Petrobras não realizou novos reajustes nas refinarias recentemente. A última redução da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, quando o preço caiu R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve seu último corte em maio de 2025, com queda de R$ 0,16.

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A solicitação de investigação surgiu após sindicatos do setor relatarem aumentos praticados por distribuidoras. Entidades como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro e Sulpetro informaram que os repasses já começaram ou devem ocorrer em breve. As empresas justificam a medida pela alta do petróleo no mercado internacional.

Em alguns estados, os reajustes já aparecem de forma mais expressiva. No Rio Grande do Sul, o diesel chegou a subir até R$ 0,62 por litro, enquanto a gasolina aumentou cerca de R$ 0,30. Na Bahia, as altas chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.

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Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) também mostram leve avanço nos preços médios. A gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre o fim de fevereiro e o início de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

A pressão sobre os combustíveis tem relação direta com o cenário internacional. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril, o maior nível em quatro anos. O conflito afeta rotas estratégicas de transporte de petróleo e aumentou o temor de redução da oferta global.

Para acompanhar os desdobramentos, o Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento. O grupo passou a acompanhar diariamente o mercado nacional e internacional. A intenção é identificar riscos ao fornecimento e garantir estabilidade no abastecimento de combustíveis no país.

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