Resumo da Notícia
A disparada recente nos preços dos combustíveis em diferentes regiões do país acendeu um alerta no governo federal. Mesmo sem anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, postos e distribuidoras passaram a aplicar aumentos em alguns estados. Diante desse cenário, o Ministério da Justiça pediu uma análise sobre possíveis irregularidades no mercado.
O pedido foi encaminhado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão quer investigar aumentos registrados em quatro estados e no Distrito Federal. A principal suspeita é de que distribuidoras tenham elevado os valores sem uma justificativa clara na política oficial de preços.

Segundo o governo, a Petrobras não realizou novos reajustes nas refinarias recentemente. A última redução da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, quando o preço caiu R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve seu último corte em maio de 2025, com queda de R$ 0,16.
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A solicitação de investigação surgiu após sindicatos do setor relatarem aumentos praticados por distribuidoras. Entidades como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro e Sulpetro informaram que os repasses já começaram ou devem ocorrer em breve. As empresas justificam a medida pela alta do petróleo no mercado internacional.
Em alguns estados, os reajustes já aparecem de forma mais expressiva. No Rio Grande do Sul, o diesel chegou a subir até R$ 0,62 por litro, enquanto a gasolina aumentou cerca de R$ 0,30. Na Bahia, as altas chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) também mostram leve avanço nos preços médios. A gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre o fim de fevereiro e o início de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.
A pressão sobre os combustíveis tem relação direta com o cenário internacional. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo para mais de US$ 100 por barril, o maior nível em quatro anos. O conflito afeta rotas estratégicas de transporte de petróleo e aumentou o temor de redução da oferta global.
Para acompanhar os desdobramentos, o Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento. O grupo passou a acompanhar diariamente o mercado nacional e internacional. A intenção é identificar riscos ao fornecimento e garantir estabilidade no abastecimento de combustíveis no país.
