A Xiaomi se pronunciou após um incidente com o SUV YU7 Max durante testes em pista no circuito V1, em Tianjin. Durante uma volta rápida, o carro apresentou superaquecimento e houve um pequeno foco de incêndio nas pastilhas de freio. Segundo a marca, o problema aconteceu porque o veículo foi estacionado imediatamente após o teste, sem o tempo adequado de resfriamento — o que caracteriza um “cenário extremo”.
A fabricante chinesa explicou que a chama foi provocada pela queima de materiais orgânicos presentes nas pastilhas de freio de baixo teor metálico, que entram em combustão em temperaturas acima de 600 °C. Apesar disso, a Xiaomi garantiu que o sistema de freios funcionou normalmente durante toda a avaliação.

Outro ponto destacado é que o modo Master, que inclui a função de “Recuperação de Energia Aprimorada” para aliviar o esforço dos freios em condições intensas, não estava ativado no momento do teste. A recomendação da empresa é utilizar esse recurso sempre que o veículo for levado para uso mais esportivo.
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A Xiaomi reforçou que o YU7 Max é um SUV médio de alto desempenho e, por isso, exige cuidados especiais em situações de pista. A marca alertou que veículos de série, sem modificações, não são ideais para esse tipo de uso, especialmente sem o modo Master ativado.

Em meio à repercussão, a empresa também aproveitou para destacar alguns diferenciais do modelo, como o teto solar eletrocrômico, que economiza energia e permanece escurecido mesmo desligado, e o alto nível de isolamento acústico, com vidros especiais e materiais de qualidade.
Na parte industrial, a Xiaomi revelou que todas as 240 mil unidades disponíveis do YU7 Max foram reservadas nas primeiras 18 horas de vendas, ocupando a produção até o início de 2027. A empresa opera com duas fábricas em Pequim: a F1, ativa desde março de 2024, e a F2, que entra em operação em julho — ambas com capacidade de 150 mil unidades por ano.

Mesmo com a expansão, a demanda tem pressionado a produção, especialmente por conta do SU7, que tem fila de espera de quase um ano na versão Pro. Para tentar atender à alta procura, a Xiaomi já adquiriu terrenos para uma terceira fábrica (F3), embora ainda não haja data oficial para o início das obras. Essa demanda impressionante lembra quando o Xiaomi YU7 impressionou com 240 mil pedidos nas primeiras 18 horas.
