A Volvo estuda ampliar sua produção nos Estados Unidos com a inclusão dos modelos XC60 e XC90 em sua fábrica de Ridgeville, na Carolina do Sul. A planta, que atualmente monta apenas o EX90 e o Polestar 3, opera com apenas 13% da capacidade total e tem enfrentado vendas abaixo do esperado.
A medida busca aproveitar melhor a estrutura já existente e aumentar a rentabilidade da operação. Em junho, por exemplo, o XC60 e o XC90 venderam juntos mais de 5.400 unidades nos EUA, enquanto o EX90 somou apenas 1.972 em seis meses. Recentemente, a Volvo convocou recall de 12 mil carros após falha de software causar acidente, o que reforça a importância do controle de qualidade na produção.

Com o início da produção local, a Volvo projeta fabricar até 60 mil unidades por ano do XC60 e 50 mil do XC90. Segundo a imprensa especializada, o XC60 começaria a ser produzido em janeiro de 2027, e o XC90, em outubro de 2028.
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Um porta-voz da marca disse à Car & Driver que a empresa segue firme na estratégia de fabricar os carros onde eles são vendidos, o que inclui avaliar a chegada de novos modelos à unidade norte-americana. Vale lembrar que a Volvo anunciou corte de 15% na força de trabalho global para otimizar custos, o que pode influenciar nas futuras decisões de produção.

Outro possível reforço para a fábrica é o sedã ES90, atualmente feito na China. A marca já indicou que as tarifas de importação atrapalham sua competitividade no mercado americano, o que poderia justificar a produção local no futuro.
A planta de Ridgeville tem capacidade para produzir até 150 mil veículos por ano, e a Volvo promete divulgar mais detalhes sobre seus planos em breve. A Nissan planeja exportar veículos elétricos fabricados na China a partir de 2026, mostrando que outras montadoras também estão de olho no mercado chinês.
