Com preço inicial de R$ 103.990 após as primeiras 999 unidades promocionais a R$ 99.990, o Volkswagen Tera MPI chega como a versão de entrada do novo SUV compacto da marca. A principal vantagem está no pacote de equipamentos de segurança e tecnologia, que inclui frenagem autônoma de emergência, seis airbags, painel digital e central multimídia de 10,1″. Por outro lado, o motor 1.0 aspirado e o acabamento mais simples podem afastar quem busca mais desempenho ou sofisticação.
Entre os concorrentes, o Citroën Basalt é o único a também oferecer motor 1.0 aspirado, mas o Tera entrega mais itens de série. Em relação a modelos como Fiat Pulse (R$ 102 mil) e Renault Kardian (a partir de R$ 112 mil), o Tera MPI se destaca pelo pacote tecnológico, mesmo custando menos. Porém, perde em desempenho e espaço interno, além de ter acabamento interno inferior aos principais rivais.

Mesmo sendo a versão mais barata, o Tera MPI traz itens que geralmente estão nas versões mais caras do segmento: frenagem autônoma, detector de fadiga, piloto automático, seis airbags, sensores de ré, controle de estabilidade e tração, além de central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O painel digital também é de série, algo raro nessa faixa de preço.
Na parte externa, o Tera MPI mantém o visual moderno da linha, com faróis full-LED, lanternas com efeito visual “click-clack” e rack de teto funcional. As rodas são de aço com calotas, o que entrega sua proposta mais acessível, mas ao menos retrovisores e maçanetas já são pintados na cor da carroceria. Internamente, os bancos são de tecido e há simplificações no acabamento das portas e painel, todos em plástico rígido.
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O motor 1.0 aspirado de três cilindros rende até 84 cv com etanol e está acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. É o mesmo conjunto do Polo Track. Segundo a VW, o Tera MPI faz de 0 a 100 km/h em 14,3 segundos e alcança até 162 km/h de velocidade máxima. Os números de consumo são razoáveis: 13,2 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada com gasolina, segundo o Inmetro.
Com 4,15 metros de comprimento e 2,57 m de entre-eixos, o Tera MPI acomoda bem adultos de até 1,75 m no banco traseiro, mas peca por não oferecer entradas USB traseiras. O porta-malas tem 350 litros no padrão VDA e chega a 407 litros no teórico, o que o coloca atrás de concorrentes como o Renault Kardian (410 litros) e próximo do Fiat Pulse (370 litros).
A Volkswagen aposta na versão MPI para atrair tanto o consumidor final quanto o mercado de frotistas. Hoje, ela já responde por 20% das vendas do Tera. Com produção em Taubaté (SP) e usando a plataforma MQB-A0, a marca busca repetir o sucesso do Polo Track com um SUV acessível e bem equipado.
Segundo a Fenabrave, até o dia 20 de julho, o Pulse já somava 2.724 unidades vendidas, o que representa um crescimento de 17% na comparação com o mesmo período de junho. No acumulado de 2025, já são 22.988 unidades emplacadas.

Enquanto isso, o Volkswagen Tera começa a ganhar terreno. Embora ainda esteja nos primeiros passos, o modelo já teve 1.686 unidades vendidas neste início de julho. Lançado no começo de junho, o Tera surpreendeu ao registrar 12 mil reservas em menos de uma hora. No fechamento de junho, já ocupava a 14ª posição no ranking da Fenabrave, com 2.555 emplacamentos.
O VW Tera MPI entrega um ótimo pacote de segurança e conectividade por um preço competitivo, sendo ideal para quem quer um SUV com visual moderno e bons equipamentos sem gastar muito. Seu ponto fraco está no desempenho limitado e nos materiais internos simples. Ainda assim, é uma opção coerente para quem prioriza SUV compacto que entrega muito por um preço um pouco acima dos R$ 100mil.
