Resumo da Notícia
O mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos enfrenta turbulência após o fim do crédito fiscal federal. A demanda despencou, e carros a gasolina e híbridos voltam a ganhar espaço, mas a Tesla se destaca, mantendo liderança mesmo em cenário adverso. A indústria precisa se ajustar a uma nova realidade sem incentivos.
Segundo dados da S&P Global Mobility, os registros de veículos elétricos caíram 41% em janeiro de 2026 comparado ao mesmo mês do ano passado. Com 59.802 unidades vendidas, a participação dos EVs caiu para 5,1% do mercado, ante 8,3% em 2025, enquanto híbridos e veículos a combustão avançaram.

A Tesla segue dominando o segmento, com 53,7% de participação de mercado, mesmo registrando queda de 26% nas vendas nos EUA. Outras montadoras sofreram ainda mais: Honda caiu 85%, Volkswagen 90% e Acura 99%, refletindo o impacto do fim dos incentivos e do baixo interesse do consumidor.
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Ford e Chevrolet também perderam espaço. A participação da Ford caiu para 4,6%, e a Chevrolet registrou 2.658 unidades, queda de 55%, representando 4,4% do mercado. Enquanto isso, a Tesla celebra a liderança, mesmo em um setor em retração.
A perda do crédito fiscal e das penalidades por emissões alterou o panorama automotivo. Karl Brauer, da iSeeCars, comenta: “Os incentivos atraíam, e as penalidades puniam. Sem isso, o mercado se ajusta a uma nova realidade”. A mudança impacta estratégias globais das montadoras.
O consumidor também demonstra cautela: apenas 7% planejam comprar um EV como próximo carro, segundo estudo da Deloitte. A Honda cancelou três modelos, e a Lamborghini abandonou seu projeto elétrico. Apesar disso, marcas como BMW, Audi, Porsche e Rivian continuam apostando em lançamentos elétricos.
No cenário geral, veículos a combustão lideram com 76,6% do mercado, e híbridos 14,7%. A queda nos EVs não impede a Tesla de se consolidar, mas mostra que, sem incentivos, o setor enfrenta desafios para manter o crescimento. A indústria americana vive tempos de transição.
