Resumo da Notícia
As ações da gigante chinesa Xiaomi sofreram forte queda nesta segunda-feira (13) após um grave acidente com um de seus carros elétricos. O episódio, que resultou na morte de um motorista, reacendeu um debate sensível sobre a segurança de sistemas eletrônicos em veículos modernos, em especial as maçanetas que dependem de energia para destravar.
O acidente aconteceu por volta das 3h16 da madrugada na Avenida Tianfu, em Chengdu, na província de Sichuan. O motorista, de 31 anos, conduzia um sedã Xiaomi SU7 em alta velocidade quando perdeu o controle, atingiu o canteiro central e o carro pegou fogo. A polícia afirma que ele estava embriagado. O impacto foi tão violento que o veículo explodiu em chamas segundos depois da colisão.

Vídeos que circularam rapidamente nas redes sociais mostram pessoas desesperadas tentando abrir as portas e quebrar os vidros laterais, mas sem sucesso. As portas eletrônicas não responderam após a perda de energia, e as janelas resistiram a chutes e golpes. Um extintor foi usado, mas as chamas e o calor intenso impediram a aproximação dos socorristas.
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O motorista ficou preso no interior e morreu carbonizado antes da chegada dos bombeiros, que só conseguiram cortar o vidro com ferramentas especiais. O caso gerou uma onda de indignação no país e levantou sérias dúvidas sobre os mecanismos de emergência em carros elétricos, que dependem fortemente de comandos eletrônicos.

As ações da Xiaomi em Hong Kong chegaram a cair 8,7% no início do pregão — a maior baixa desde abril — antes de recuperarem parte das perdas. A empresa não se pronunciou oficialmente até o momento, enquanto as autoridades locais afirmam que a investigação continua em andamento para determinar a sequência exata dos eventos.
Em março, outro acidente fatal com um Xiaomi SU7 já havia chamado atenção para a vulnerabilidade desse tipo de maçaneta em situações de emergência. A discussão ganha força global: nos EUA, autoridades investigam falhas semelhantes em maçanetas de veículos elétricos, incluindo modelos da Tesla.
Especialistas em segurança alertam que, embora existam destravamentos manuais nesses veículos, eles costumam estar escondidos ou mal sinalizados, dificultando o acesso para quem tenta prestar socorro. Em casos de incêndio, segundos podem ser decisivos. A ausência de um mecanismo externo simples de abertura pode agravar tragédias como a de Chengdu.
Nas redes sociais, usuários do Weibo questionaram duramente o projeto das portas do SU7 e pediram mudanças na legislação. Reguladores chineses avaliam medidas mais rígidas, incluindo restrições a maçanetas retráteis sem liberação mecânica acessível, enquanto a investigação policial busca esclarecer todos os detalhes do acidente.
