A Toyota pode estar preparando uma novidade importante para o mercado brasileiro: o registro do SUV 4Runner no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) acendeu o sinal de alerta sobre uma possível chegada do modelo ao país. Apesar do registro não significar confirmação de lançamento, ele demonstra o interesse da marca em ampliar sua oferta de veículos eletrificados por aqui.
Totalmente renovado, o novo 4Runner 2025 foi apresentado nos Estados Unidos em 2024, após anos de apenas atualizações pontuais. A nova geração mantém a robustez da linha, focada no off-road, mas agora vem recheada de melhorias tecnológicas, mudanças mecânicas e, pela primeira vez, uma versão híbrida.

O modelo utiliza o sistema híbrido i-Force Max, que combina um motor 2.4 turbo a gasolina com um motor elétrico de 48 cv, gerando potência combinada de até 330 cv e torque de 64,3 kgfm. A transmissão automática de 8 marchas substitui a antiga caixa de 5 velocidades. Já a versão apenas a combustão entrega 282 cv e 43,8 kgfm, mostrando uma evolução clara em desempenho frente ao antigo motor V6 4.0, que foi aposentado.
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Essa combinação híbrida pode ser estratégica para o Brasil, já que o Programa Carro Sustentável prevê alíquotas de IPI menores para modelos com eletrificação parcial a gasolina, como é o caso do 4Runner. Isso pode facilitar a vinda do SUV, tornando-o mais competitivo frente a modelos a diesel.

Em tamanho, o 4Runner é maior que o atual SW4 vendido no Brasil. Ele mede 4,95 m de comprimento, 1,97 m de largura, 1,79 m de altura e tem entre-eixos de 2,85 m. O SW4, por sua vez, tem 4,79 m de comprimento e entre-eixos de 2,74 m. Na prática, o 4Runner oferece mais espaço e porte, reforçando sua vocação aventureira.
Nos Estados Unidos, as versões híbridas do SUV custam entre US$ 52.490 e US$ 67.400. Com os impostos brasileiros, os valores por aqui poderiam ficar entre R$ 395 mil e R$ 507 mil, posicionando-o acima do SW4, que custa de R$ 412 mil a R$ 470 mil, dependendo da versão.
Para efeito de comparação, o Ford Everest, SUV vendido na Argentina, traz motor 2.3 turbo de 300 cv e 45,5 kgfm, além de câmbio automático de 10 marchas e tração 4×4, sendo um possível rival para o Toyota caso este decida nacionalizar ou importar o 4Runner.

Vale lembrar que a Toyota já estuda versões híbridas a diesel da Hilux, que compartilha base com o SW4. Caso avance nesse plano, a linha SUV da marca poderá contar com dois modelos eletrificados em breve, fortalecendo a presença da marca entre os utilitários com motorização alternativa.
