Tesla revê política de recompra de leases após frustrar clientes com robotáxis não concretizados

A Tesla impedia a compra, alegando que os veículos seriam usados futuramente em uma frota de robotáxis
Tesla restringe acesso da cidade de Austin a registros de seus robotáxis
Crédito da imagem: Tesla
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A Tesla finalmente voltou atrás em uma decisão polêmica: agora, clientes que fazem leasing poderão comprar seus carros no fim do contrato. Essa mudança, anunciada em novembro de 2024, veio após anos de críticas e em meio à queda no valor de veículos usados e aumento da concorrência no setor elétrico.

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Antes disso, a empresa impedia essa compra, alegando que os veículos seriam usados em uma futura frota de robotáxis. A promessa de Elon Musk era ter mais de 1 milhão desses carros autônomos circulando até 2020 — algo que nunca aconteceu.

Apesar do discurso, a realidade foi outra: entre 2019 e 2024, a Tesla atualizou os carros devolvidos via software (melhorando aceleração ou ativando o sistema de direção autônoma supervisionada) e depois os revendeu ou leiloou com lucros consideráveis.

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Essas melhorias elevaram os preços dos veículos usados, o que beneficiou a Tesla durante a valorização dos seminovos na pandemia. Porém, muitos clientes se sentiram lesados ao descobrir que seus carros estavam sendo vendidos sem chance de recompra.

Em 2019, Musk chegou a dizer em uma teleconferência: “Vocês não têm a opção de comprar. Nós os queremos de volta”. Na época, ele dizia que centenas de milhares de veículos leasing seriam destinados à frota de robotáxis.

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Hoje, no entanto, o cenário é outro. Empresas como a chinesa BYD avançam no mercado global, e a Tesla tenta recuperar terreno. Ainda assim, a opção de compra no fim do leasing nem sempre é vantajosa — como no caso do Model Y, vendido por US$ 33.251 antes dos impostos, acima da média de mercado.

Especialistas veem a mudança como uma correção tardia. Afinal, permitir a recompra ao fim do leasing é uma prática comum no setor automotivo.

O desgaste na relação com os clientes, no entanto, já foi feito. “Amo o carro, só não gosto do que tem acontecido no topo com o CEO”, disse um cliente à Reuters, demonstrando insatisfação com a liderança da empresa.

Enquanto isso, a Tesla segue com planos de lançar sua própria frota de robotáxis, agora chamada internamente de “Cybercab”, mas o projeto ainda está em fase de ajustes.

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