Tesla Cybertruck sofre proibição na União Europeia por riscos à segurança

Segundo os órgãos europeus, o Cybertruck “se afasta significativamente” das normas da União Europeia devido ao seu design em aço inoxidável, às bordas afiadas e ao peso superior a 3,5 toneladas
Elon Musk compra Cybertrucks da própria Tesla em meio à queda nas vendas
Crédito da imagem: Carscoops

Resumo da Notícia

  • Um dos veículos mais polêmicos da Tesla voltou ao centro das atenções, mas desta vez não por suas inovações.
  • A decisão se baseia em questões de segurança, pois segundo os órgãos europeus, o Cybertruck “se desvia significativamente” das normas da União Europeia.
  • O Exército norte-americano tentou flexibilizar a situação, onde soldados costumam ter autorização para importar seus próprios veículos quando servem no exterior, mas o pedido de exceção feito ao Ministério dos Transportes da Alemanha foi rejeitado.
  • Esse impasse expõe um dilema para a Tesla, pois nos Estados Unidos o modelo recebeu cinco estrelas em testes da NHTSA, a Europa mantém a porta fechada.
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Um dos veículos mais polêmicos da Tesla voltou ao centro das atenções, mas desta vez não por suas inovações. O Cybertruck, lançado com pompa e reservado por clientes de várias partes do mundo, acaba de receber um veto definitivo na Europa. Autoridades alemãs e a Agência Aduaneira do Exército dos EUA confirmaram que a picape elétrica não poderá ser importada nem por militares norte-americanos destacados no continente.

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A decisão se baseia em questões de segurança, pois segundo os órgãos europeus, o Cybertruck “se desvia significativamente” das normas da União Europeia. O design de aço inoxidável, as bordas afiadas e o peso acima de 3,5 toneladas ferem regras que exigem zonas de deformação e dispositivos de proteção para pedestres, ciclistas e motociclistas.

Tesla Cybertruck sofre proibição na União Europeia por riscos à segurança
Crédito da imagem: Tesla

O Exército norte-americano tentou flexibilizar a situação, onde soldados costumam ter autorização para importar seus próprios veículos quando servem no exterior, mas o pedido de exceção feito ao Ministério dos Transportes da Alemanha foi rejeitado. O órgão reforçou que a picape não só descumpre os requisitos legais como também contraria princípios básicos de segurança rodoviária.

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Esse impasse expõe um dilema para a Tesla, pois nos Estados Unidos o modelo recebeu cinco estrelas em testes da NHTSA, a Europa mantém a porta fechada. No Reino Unido, o Cybertruck também foi barrado por falhas consideradas graves: excesso de peso, problemas de visibilidade, rigidez estrutural e risco adicional para usuários vulneráveis nas ruas.

Além do entrave regulatório, a picape enfrenta dificuldades comerciais. Dados da S&P Global Mobility mostram que pouco mais de 7.000 unidades foram registradas no primeiro trimestre, bem abaixo da projeção otimista de Elon Musk de alcançar 250 mil vendas em 2025.

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Desde o lançamento, o Cybertruck acumula oito recalls. O mais recente envolveu 46 mil unidades notificadas pela NHTSA devido ao risco de descolamento de partes da carroceria próximas ao para-brisa. A situação reforça a percepção de que o modelo estreou de forma turbulenta.

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Crédito da imagem: Reprodução

No plano político, Musk também viu sua imagem balançar, após aceitar liderar o Departamento Federal de Eficiência Governamental (DOGE) no governo Trump, cortes orçamentários e demissões em massa provocaram críticas intensas e arrastaram as ações da Tesla para baixo.

Enquanto isso, a montadora direciona esforços a mercados menos rígidos. O Cybertruck foi lançado em países como Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, onde a legislação permite sua comercialização sem grandes adaptações. Ainda assim, a baixa demanda global levanta dúvidas sobre sua viabilidade no longo prazo.

O contraste é marcante: de um lado, a Tesla segue celebrada como pioneira na transição elétrica; de outro, vê seu modelo mais ousado ser barrado em mercados estratégicos e enfrentar vendas aquém do esperado. A picape que prometia revolucionar o setor se transformou, ao menos por ora, em símbolo de um futuro incerto para a marca.

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