Resumo da Notícia
A Tesla, comandada por Elon Musk, dá sinais de que pode estar reencontrando fôlego na Europa após dois anos seguidos de retração. Dados oficiais de fevereiro mostram uma reação importante em mercados estratégicos, ainda que o cenário geral esteja longe do auge vivido pela marca no continente.
Na França, os registros da montadora — indicador direto de vendas — saltaram 55% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço chama atenção porque ocorre em um momento em que grande parte das concorrentes viu suas entregas encolherem no país.

Na Noruega, outro termômetro relevante para o mercado de veículos elétricos, o crescimento foi de 32%. Já na Dinamarca, o movimento foi inverso: queda de 18% nos licenciamentos, enquanto países como Itália e Espanha ainda consolidam seus números mais recentes.
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O desempenho recente contrasta com 2024, quando as vendas da Tesla na Europa recuaram 27%. A retração foi atribuída ao avanço agressivo das marcas chinesas de elétricos, à repercussão das posições políticas de Musk e a uma gama de produtos considerada envelhecida diante da concorrência.
Em janeiro, a participação de mercado da empresa na União Europeia, Reino Unido e países da Associação Europeia de Livre Comércio ficou em 0,8%, ligeiramente abaixo do 1% registrado no mesmo mês do ano anterior. Ainda assim, o número está distante dos patamares de 2,9% em 2023, 2,5% em 2024 e 1,8% em 2025.
Vale lembrar que foi em 2023 que o Tesla Model Y, principal vitrine da marca, tornou-se o carro mais vendido do mundo. Desde então, a Tesla perdeu tração relativa, pressionada por preços mais competitivos e maior variedade de modelos rivais.
Para reagir, a empresa lançou no ano passado versões mais acessíveis do Tesla Model Y, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, com entregas iniciadas no fim de 2024. A estratégia agora é transformar os primeiros sinais de recuperação em uma retomada consistente ao longo de 2026.
