Renault descarta volta do Megane a combustão

Renault Megane seguirá livre de poluentes: marca francesa descarta retorno do modelo a combustão e reforça aposta na eletrificação
Renault descarta volta do Megane a combustão
Crédito da imagem: Renault Itavema France - Gastão Vidigal

Resumo da Notícia

  • A Renault decidiu colocar um ponto final na era do Mégane a combustão e reforçar sua aposta em modelos elétricos e conceitos de espaço inteligente.
  • O reposicionamento da marca ficou claro em declarações de Guido Haak, membro do conselho responsável pelo planejamento de produtos.
  • A solução foi apostar em eletrificação e transferir parte do papel mais “racional” para a subsidiária Dacia, que seguirá com carros a combustão e elétricos mais acessíveis.
  • Modelos de linhas clássicas, como sedãs e SUVs quadrados, devem ficar sob responsabilidade da Dacia. Já a Renault deve preservar sua vocação para carros de desenho mais ousado, como Espace, Scenic e Twingo, que reforçam a identidade da marca.
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A Renault decidiu colocar um ponto final na era do Mégane a combustão e reforçar sua aposta em modelos elétricos e conceitos de espaço inteligente. A mudança não é apenas simbólica: desde a primavera de 2024, o hatch e seus derivados movidos a gasolina saíram de linha, restando apenas o Mégane E-Tech, elétrico produzido desde 2021 e à venda no Brasil a partir de R$ 204.900.

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O reposicionamento da marca ficou claro em declarações de Guido Haak, membro do conselho responsável pelo planejamento de produtos. Em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport, ele afirmou que manter duas frentes — motores a combustão e elétricos — gera custos inviáveis e sobreposição de portfólio.

Renault descarta volta do Megane a combustão
Crédito da imagem: Renault Itavema France – Gastão Vidigal

A solução foi apostar em eletrificação e transferir parte do papel mais “racional” para a subsidiária Dacia, que seguirá com carros a combustão e elétricos mais acessíveis. No futuro, a Renault pretende focar em veículos que façam melhor uso do espaço interno e ofereçam versatilidade, mantendo a tradição de crossovers.

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Modelos de linhas clássicas, como sedãs e SUVs quadrados, devem ficar sob responsabilidade da Dacia. Já a Renault deve preservar sua vocação para carros de desenho mais ousado, como Espace, Scenic e Twingo, que reforçam a identidade da marca.

Essa visão se soma ao movimento de resgatar o espírito retrô, com a eletrificação dos Renault 4 e 5, que ganharam espaço nas ruas europeias. O conceito também deve chegar ao novo Twingo, mas Haak admite que o alcance desse estilo é limitado, funcionando apenas em projetos pontuais ou séries curtas.

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Crédito da imagem: Renault Itavema France – Gastão Vidigal

No Brasil, a estratégia de eletrificação é mais cautelosa, já que a infraestrutura de recarga ainda engatinha. Mesmo assim, a marca já vende três modelos elétricos: o Kwid E-Tech (R$ 99.990), o Kangoo (R$ 299.390) e o próprio Mégane E-Tech, com 220 cv de potência, aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e autonomia de até 337 km pelo Inmetro.

A marca francesa também prepara novidades para mercados emergentes, como a chegada de híbridos leves e plug-in, possivelmente com o motor 1.3 TCe do Duster e do futuro Boreal. Há ainda testes com o Grand Koleos, SUV médio híbrido plug-in, sinalizando que a Renault não abandonará totalmente soluções de transição energética.

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