Postos do PCC: saiba identificar fraudes e evitar golpes no pagamento

A recomendação dos especialistas é sempre solicitar a nota fiscal e, de preferência, realizar o pagamento com cartão, pois isso facilita eventuais reclamações
Câmara aprova aumento de multa para fraude em combustíveis
Crédito da imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Resumo da Notícia

  • A Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo
  • A investigação apura adulterações na gasolina
  • Desde o dia 1º de agosto, o teor de etanol na gasolina passou a ser de 30%
  • Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), essas práticas causam um prejuízo anual de cerca de R$ 29 bilhões
  • Para evitar problemas, o ICL orienta abastecer em postos de bandeiras conhecidas
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A Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo na última quinta-feira (28), colocou em evidência um esquema de fraudes envolvendo postos de combustíveis no estado. A investigação apura adulterações na gasolina, manipulação de bombas, sonegação de impostos e até suposta ligação com o crime organizado, incluindo o PCC. Além do impacto econômico, o caso levanta preocupação com a qualidade do combustível que chega aos consumidores.

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Desde o dia 1º de agosto, o teor de etanol na gasolina passou a ser de 30%, mas especialistas alertam que alguns postos aproveitam a mudança para incluir ainda mais álcool e produtos como nafta, um derivado do petróleo mais barato, para reduzir custos e aumentar o lucro. Isso faz com que o motorista, muitas vezes, pague por gasolina, mas leve mais etanol no tanque, prejudicando o rendimento do carro e até causando danos ao motor.

Postos do PCC: como identificar combustível adulterado
Crédito da imagem: AdobeStock

Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), essas práticas causam um prejuízo anual de cerca de R$ 29 bilhões, sendo R$ 14 bilhões por sonegação de impostos e R$ 15 bilhões por fraudes operacionais. Entre elas, estão a venda de combustível adulterado e o uso de bombas que registram mais litros do que realmente abastecem. A entidade recomenda desconfiar de preços muito abaixo da média, especialmente em promoções de fim de semana, quando a fiscalização costuma ser menor.

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Outro ponto de alerta é o pagamento em dinheiro vivo. Muitos postos suspeitos utilizam essa estratégia para dificultar o rastreamento da venda e, em alguns casos, lavar dinheiro. A recomendação dos especialistas é sempre pedir nota fiscal e, de preferência, pagar com cartão, pois isso facilita futuras reclamações e denúncias caso o combustível esteja adulterado.

Para evitar problemas, o ICL orienta abastecer em postos de bandeiras conhecidas e acompanhar de perto o consumo do veículo. Caso perceba queda repentina no rendimento ou falhas no motor, é possível solicitar testes de qualidade e volumetria diretamente no posto, um direito garantido ao consumidor. Se confirmada a adulteração, órgãos como Procon, ANP e Polícia podem ser acionados.

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O Instituto também tem intensificado o uso de “clientes misteriosos”, que abastecem em postos suspeitos e levam o combustível para análise laboratorial. Somente no ano passado, foram feitas mais de 1.300 denúncias por irregularidades. A orientação final é simples: desconfiar de preços milagrosos, documentar todas as compras e, em caso de prejuízo, registrar a denúncia no site do Instituto Combustível Legal para garantir seus direitos.

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