Polestar encerra operações físicas na China e aposta nas vendas online

Em 13 de outubro, a Polestar anunciou o fechamento de sua última loja própria na China
Polestar encerra operações físicas na China e aposta nas vendas online
Crédito da imagem: Auto-home

Resumo da Notícia

  • Polestar oficializou uma importante mudança em sua estratégia de atuação no maior mercado automotivo do mundo.
  • A montadora sueca, controlada pela Geely Holding, encerrou as atividades de sua última loja de vendas diretas na China, localizada no moderno L+Plaza, no distrito de Qiantan, em Xangai.
  • As demais operações e serviços pós-venda continuam funcionando normalmente, e a empresa reforçou que seu modelo de negócio está sendo “ajustado estrategicamente” para acompanhar um mercado em rápida transformação.
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Polestar oficializou uma importante mudança em sua estratégia de atuação no maior mercado automotivo do mundo. A montadora sueca, controlada pela Geely Holding, encerrou as atividades de sua última loja de vendas diretas na China, localizada no moderno L+Plaza, no distrito de Qiantan, em Xangai. A decisão, anunciada em 13 de outubro, reflete um reposicionamento comercial focado no ambiente digital, sem impacto nas garantias ou direitos dos clientes já atendidos.

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Segundo comunicado oficial, o fechamento não representa uma retração no país, mas uma adaptação ao novo comportamento do consumidor chinês, cada vez mais inclinado a realizar compras de veículos de forma online.

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As demais operações e serviços pós-venda continuam funcionando normalmente, e a empresa reforçou que seu modelo de negócio está sendo “ajustado estrategicamente” para acompanhar um mercado em rápida transformação.

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Essa mudança estrutural acontece meses depois de a Polestar ter recebido um aporte de US$ 200 milhões da PSD Investment, empresa ligada ao fundador da Geely, Li Shufu. O investimento foi feito por meio de uma operação PIPE (Investimento Privado em Ações Públicas), que envolveu a emissão de cerca de 190,5 milhões de ADS Classe A ao preço de US$ 1,05 por ação.

Com a conclusão do negócio, Li Shufu passou a deter 66% da Polestar por meio da PSD Investment e da subsidiária sueca da Geely. A empresa também anunciou que converterá 20 milhões de ADS Classe B em Classe A, mantendo o poder de voto abaixo de 50%. Hoje, a capitalização de mercado da marca gira em torno de US$ 2,17 bilhões, enquanto as dívidas somam cerca de US$ 5,12 bilhões — números que ajudam a explicar a busca por maior eficiência operacional.

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Crédito da imagem: Auto-home

Mesmo em meio a ajustes, a Polestar mantém sua aposta em produtos de alto desempenho. No Salão de Munique de 2025, apresentou o novo Polestar 5, um GT elétrico de quatro portas com preço inicial equivalente a R$ 720 mil no mercado internacional.

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Construído sobre uma plataforma modular de alumínio desenvolvida no centro de testes da marca no Reino Unido, o modelo acelera de 0 a 96 km/h em menos de 3 segundos, entrega 884 cv e tem autonomia de até 480 km.

Essa mesma base servirá para o futuro Polestar 6, previsto para 2026, reforçando a estratégia da montadora de se posicionar no segmento premium global. O Polestar 5 ainda conta com carregamento ultrarrápido, capaz de recuperar cerca de 160 km de autonomia em apenas 5 minutos, sinalizando o foco da marca em tecnologia de ponta.

No mercado chinês, a empresa segue oferecendo os modelos Polestar 2, Polestar 3 e Polestar 4, com preços entre 299.800 e 798.000 yuans. Em 2024, as vendas globais somaram 44.900 unidades — queda de 15% em relação ao ano anterior.

Na China, o volume foi de pouco mais de 3.000 carros no ano, sinal de que a marca enfrenta desafios para competir com marcas locais em um mercado altamente dinâmico. O foco online é, assim, tanto uma resposta econômica quanto estratégica.

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