Resumo da Notícia
A Oracle e a Red Bull Racing renovaram a parceria plurianual e reforçaram a aposta em tecnologia e inteligência artificial como ferramenta estratégica na Fórmula 1. O acordo mantém a colaboração baseada em dados e apresenta um novo agente de IA capaz de auxiliar decisões em tempo real durante as corridas. A iniciativa chega em meio a mudanças internas na equipe e a um cenário de novas regras que transformam o campeonato.
No ano passado, a equipe passou por alterações relevantes na gestão. Saíram o então chefe Christian Horner e o consultor Helmut Marko, e o francês Laurent Mekies assumiu como diretor, marcando uma nova fase administrativa. Segundo a direção, o novo modelo de gestão caminha junto com o avanço tecnológico e com o uso mais intenso de análises automatizadas para apoiar estratégias.

A infraestrutura em nuvem da Oracle e seus sistemas de inteligência artificial foram fundamentais para o desenvolvimento do chamado agente estratégico. Mekies classificou o projeto como um “desafio ousado”, mas afirmou que a ferramenta permite reunir regras técnicas, esportivas e financeiras em uma única plataforma de consulta durante as disputas. A ideia é transformar grande volume de dados em orientação prática na pista.
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O sistema também analisa riscos de ações dos pilotos, especialmente em situações de ultrapassagem que podem resultar em penalidades. Em 2024, por exemplo, episódios envolvendo Max Verstappen chamaram atenção justamente por decisões em que havia risco de punição. Agora, a equipe pretende avaliar com mais precisão a probabilidade de sofrer sanções antes de tomar qualquer atitude estratégica.
A expectativa é que a tecnologia evolua a ponto de, no futuro, dividir espaço com estrategistas humanos ou até influenciar diretamente o rumo das corridas. Executivos da Oracle afirmam que o agente funciona em tempo real e não apenas como simulação prévia, sugerindo alternativas e explicando os motivos das recomendações para apoiar a decisão final da equipe.
Mesmo com os avanços tecnológicos, a palavra final continua sendo humana. A Red Bull já realiza bilhões de simulações antes e durante os fins de semana de corrida, e agora amplia essa capacidade com modelos ainda mais sofisticados. A meta é ganhar eficiência nas escolhas e aproveitar melhor o novo motor próprio Red Bull Ford Powertrains, que estreia na temporada iniciada em 8 de março.
O acordo firmado em 2022 — estimado inicialmente em cerca de US$ 300 milhões ao longo de cinco anos — não teve novos valores divulgados, mas segue como uma das principais alianças entre tecnologia e automobilismo. Para a empresa de software, a Fórmula 1 funciona como vitrine e laboratório para testar a evolução da inteligência artificial em ambiente de alta performance e exigência técnica.
