O prefeito de Nova York, Eric Adams, anunciou que pretende reduzir o limite de velocidade das bicicletas elétricas para 15 mph (cerca de 24 km/h), igualando-o ao dos patinetes elétricos. A decisão busca aumentar a segurança de pedestres e ciclistas diante do uso crescente desses veículos.
Adams afirmou que tem ouvido moradores de vários bairros preocupados com o risco causado por e-bikes em alta velocidade. Segundo ele, é hora de agir para tornar as ruas mais seguras, especialmente para famílias e crianças.

A proposta surge em meio à expansão da mobilidade elétrica e do setor de entregas, que utiliza amplamente e-bikes. Com mais veículos circulando, também aumentaram os relatos de imprudência, o que levou à pressão por regras mais rígidas. Casos de fiscalização e segurança viária também são abordados em notícias sobre operações em Nova York.
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Atualmente, o limite para e-bikes em Nova York é de 25 mph (cerca de 40 km/h). Com a mudança, o padrão ficaria mais próximo das normas adotadas na União Europeia, que já impõem limites mais baixos. Essa discussão sobre velocidade também ocorre em outros contextos, como no caso dos veículos autônomos que tiveram recall após frenagens abruptas.
Apesar do plano, ainda não está claro como a prefeitura pretende fiscalizar as bicicletas que já estão em uso. A regulamentação de modelos antigos e a aplicação de multas são pontos que ainda precisam ser definidos.
Além da redução de velocidade, o prefeito defende a adoção de barreiras físicas em parques para proteger os pedestres. Outra medida sugerida é a criação de um sistema de licenciamento para entregadores, como forma de reduzir acidentes e incêndios causados por baterias com defeito.
Essa proposta, parte do programa “Entrega Sustentável”, já está há nove meses aguardando votação no Conselho Municipal. Adams pediu o apoio dos vereadores para avançar com o projeto. Em outras regiões, como na Virgínia, já se discute leis que permitem CNH a reincidentes com limitador de velocidade.
Enquanto isso, a cidade continua investindo em infraestrutura cicloviária, com 142 km de novas ciclovias protegidas e a modernização de mais 32 km de vias já existentes, buscando conciliar segurança e mobilidade.
