Resumo da Notícia
A nova geração da Volkswagen Amarok começa a ganhar forma no Brasil. Embora o lançamento esteja previsto apenas para 2027, a picape já circula em testes no interior de São Paulo, nas proximidades da fábrica de Taubaté.
Um protótipo camuflado foi flagrado pelo perfil Placa Verde no Instagram, revelando traços robustos e linhas mais imponentes que a geração atual. A nova Amarok marcará uma virada de página importante para a marca alemã, com base técnica chinesa e foco em eletrificação.

A futura Amarok nasce da parceria entre Volkswagen e a gigante SAIC Motor, aproveitando a plataforma da Maxus Terron 9 — conhecida na China como Interstellar X. Essa cooperação permite reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de um produto global, com produção concentrada na Argentina. A versão sul-americana terá identidade própria, desenhada sob a liderança do designer brasileiro José Carlos Pavone.
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O novo projeto promete dimensões mais generosas. A picape chinesa mede 5,50 m de comprimento, 2,00 m de largura, 1,86 m de altura e 3,30 m de entre-eixos — números que superam a Amarok atual e a aproximam de modelos grandes como a Ram 1500. Além de reforçar o espaço interno, o porte ampliado aumenta a capacidade de carga, reposicionando a Amarok entre as picapes médias e grandes.

Os flagras revelam uma dianteira de linhas retas, com ampla entrada de ar escurecida e capô plano, transmitindo uma imagem mais robusta. As laterais seguem a mesma proposta, com cintura alta e transição suave entre cabine e caçamba. Na traseira, as lanternas verticais interligadas reforçam a inspiração direta no desenho chinês — algo semelhante ao que a Stellantis fez com a Fiat Titano e sua equivalente chinesa.
No interior, a Interstellar X aposta em telas digitais e poucos comandos físicos, tendência que a Volkswagen deve adaptar ao seu próprio padrão. Embora a motorização ainda não esteja confirmada, é certo que a nova Amarok contará com opções a combustão e, em seguida, versões híbridas — aproveitando a flexibilidade da plataforma chinesa, projetada inclusive para receber sistemas 100% elétricos.

O investimento de US$ 580 milhões na fábrica de General Pacheco, na Argentina, garante a produção local da nova geração. A marca confirmou ao governo argentino que haverá ao menos uma versão híbrida. Enquanto a novidade não chega, a atual Amarok segue em linha com leve reestilização, motor V6 turbodiesel com Arla32 e novas cores, sustentando as vendas no período de transição.
A estreia global da nova Amarok deve acontecer em 2026, com chegada ao mercado no ano seguinte. A proposta é clara: manter a essência da picape, mas dar a ela musculatura e tecnologia para enfrentar uma nova geração de concorrentes — num segmento cada vez mais disputado e em plena transformação rumo à eletrificação.
