Nissan oferece plano de demissão voluntária nos EUA e suspende aumentos salariais globais

E-mails internos revelam que a oferta de PDV está sendo direcionada aos trabalhadores da fábrica da Nissan em Canton, no Mississippi
Nissan oferece plano de demissão voluntária nos EUA e suspende aumentos salariais globais
Crédito da imagem: Nissan
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A Nissan está passando por uma ampla reestruturação global para reduzir custos e enfrentar desafios financeiros. Como parte desse processo, a montadora japonesa pretende cortar cerca de 20 mil empregos em todo o mundo e reduzir em 20% o custo médio por funcionário. A empresa também quer simplificar sua linha de produção, diminuindo em 70% a variedade de peças usadas e cortando o número de plataformas de veículos de 13 para 7 até 2035.

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Nos Estados Unidos, a montadora já começou a oferecer Planos de Demissão Voluntária (PDVs) a trabalhadores da fábrica de Canton, no Mississippi, além de funcionários administrativos das áreas de finanças, recursos humanos, tecnologia da informação e planejamento.

Nissan avalia venda da sede em Yokohama para aliviar dívidas
Crédito da imagem: Nissan

Além dos cortes de pessoal, a Nissan decidiu suspender os aumentos salariais por mérito neste ano fiscal. A medida vale globalmente e é uma das formas de conter despesas em um momento de reestruturação. Esses cortes ocorrem em um momento onde a Nissan anuncia corte adicional de 10 mil empregos em meio a dificuldades financeiras.

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O chefe da Nissan Américas, Christian Meunier, afirmou que essas ações são “cruciais para a recuperação da empresa”. Segundo ele, embora ajustes já tenham sido feitos nos EUA, novas medidas estratégicas e localizadas ainda são necessárias.

Dentro do plano chamado Re:Nissan, a empresa confirmou o fechamento de sete de suas 17 fábricas ao redor do mundo. Duas devem ser no Japão e uma na Tailândia. A produção de picapes será concentrada no México, encerrando as operações na Argentina.

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Como parte do enxugamento, a Nissan colocou à venda sua sede em Yokohama, no Japão. O imóvel pode render cerca de 100 bilhões de ienes, ou US$ 698 milhões, e deve ser vendido até março de 2026.

O Re:Nissan busca não apenas cortar gastos, mas também tornar a empresa mais ágil e competitiva no mercado global, diante da pressão por lucros e da transformação da indústria automotiva. Essa possível venda da sede vem em um momento onde a Nissan avalia venda da sede em Yokohama para aliviar dívidas.

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