Resumo da Notícia
As vendas globais de veículos elétricos (VE) continuam em forte expansão em 2025. Nos primeiros sete meses do ano, foram vendidos 10,7 milhões de carros, um crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da consultoria Rho Motion. Só em julho, foram 1,6 milhão de unidades, alta de 21% sobre o mesmo mês do ano passado, embora 9% abaixo de junho.
A China segue como líder mundial, com 6,5 milhões de veículos vendidos, mais da metade do total global, e crescimento de 29% no acumulado do ano. O país manteve taxas de penetração acima de 50% pelo terceiro mês consecutivo, com destaque para os modelos totalmente elétricos (BEVs), que superaram o crescimento dos híbridos plug-in.

Na Europa, o mercado também mostrou desempenho robusto. Foram vendidos 2,3 milhões de veículos, alta de 30%. Alemanha e Reino Unido lideraram o avanço, com crescimento de 43% e 32%, respectivamente, enquanto a Itália surpreendeu com 40% de aumento após novo pacote de incentivos. A França, por outro lado, avançou timidamente, com apenas 9% em julho.
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Os Estados Unidos e Canadá registraram crescimento modesto de 2%, somando 1 milhão de unidades. O mercado foi afetado por incertezas regulatórias, políticas de incentivo instáveis e tarifas comerciais, embora a flexibilização de créditos de carbono tenha ajudado parcialmente. Vendas de grandes marcas, incluindo Tesla, apresentaram sinais de desaceleração.

O resto do mundo, incluindo mercados emergentes como Brasil e Índia, teve crescimento expressivo de 42%, com 0,9 milhão de veículos vendidos. A adoção de elétricos nesses países ainda depende de políticas públicas e expansão da infraestrutura de recarga.
Os modelos totalmente elétricos lideram o interesse global, com alta de 40% no acumulado do ano, enquanto híbridos plug-in registraram retração de 10%, embora tenham mais espaço em regiões com infraestrutura limitada de recarga.
Com China e Europa na frente e mercados emergentes acelerando lentamente, o setor deve encerrar 2025 com crescimento sólido, mesmo que algumas regiões, como América do Norte, enfrentem desafios regulatórios e de incentivo.
