Resumo da Notícia
O novo Honda WR-V retorna ao cenário dos SUVs pequenos com uma proposta direta: ser um carro racional em meio a um segmento tomado por telas gigantes, LEDs e promessas de esportividade. Ele aposta no espaço, na simplicidade bem executada e na confiabilidade mecânica como trunfos. É a resposta da Honda a um público que busca honestidade, e não firulas.
Sob o capô, a Honda manteve a fórmula conhecida: o motor 1.5 DI i-VTEC aspirado de 126 cv e 15,8 kgfm, associado ao câmbio CVT. É o mesmo conjunto usado pelo City, e já consagrado pela robustez, economia e manutenção previsível. Não há turbo, e essa ausência ajuda a manter o WR-V acessível.

Em movimento, o desempenho não é de empolgar, mas entrega exatamente o que se espera para o dia a dia. O carro responde de forma linear, exige rotações mais altas em ultrapassagens e mantém a suavidade típica do CVT. Mesmo assim, seus tempos são próximos de T-Cross e Nivus de entrada.
Ao dirigir, o WR-V se mostra coerente com sua proposta. A suspensão filtrada privilegia o conforto e o isolamento das irregularidades, sem exageros que prejudiquem a estabilidade. Em curvas, o SUV inclina pouco e se mantém previsível, transmitindo segurança mesmo quando exigido.
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O consumo é um dos pontos altos, ondes os números do Inmetro apontam médias de 8,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada com etanol, chegando a 12 km/l e 12,8 km/l na gasolina. No uso real, superou 13 km/l com gasolina, um resultado acima de vários rivais turbo.

Ao volante, o comportamento é amigável e descomplicado. A direção tem peso correto, os comandos ficam naturalmente à mão e o conjunto transmite uma sensação de carro prático, feito para quem roda bastante. A visibilidade ampla ajuda nas manobras e facilita a vida urbana.
Por dentro, o WR-V privilegia espaço e ergonomia, com bancos confortáveis e bons encaixes de condução. Há plásticos duros e acabamento simples, além de isolamento acústico melhorável, mas a cabine compensa com amplitude e praticidade. O banco traseiro surpreende na oferta de espaço.

Quando o assunto é preço, o WR-V chega nas versões EX (R$ 144.900) e EXL (R$ 149.900). Ele custa menos que o HR-V equivalente e entrega mais do que Kardian, Tera e Creta nas versões de entrada. Na pré-venda, superou duas mil unidades, sinalizando alto interesse do público.
A lista de equipamentos é generosa para o segmento. Ambas as versões trazem central de 10”, faróis full-LED, ar digital, seis airbags e o pacote Honda Sensing com ACC, frenagem autônoma e assistente de faixa. A EXL adiciona couro, carregador por indução e barras de teto.

Nas dimensões, o WR-V impressiona com 4,32 m de comprimento, 2,65 m de entre-eixos e porta-malas de 458 litros, superando Creta, Kardian, Tera e até mesmo o HR-V. A cabine é ampla e o porta-malas é um dos maiores da categoria, reforçando sua vocação familiar.
O WR-V não tenta ser o SUV “mais tecnológico” ou “mais esportivo”, e acerta justamente por isso. É espaçoso, econômico, bem equipado e confortável — um Honda racional que entrega muito pelo que cobra. Um modelo que finalmente encontrou sua identidade e poderá incomodar rivais maiores e mais caros.
