A inteligência artificial vem mudando o cenário do trabalho de forma acelerada. Para o CEO da Ford, Jim Farley, essa transformação pode ter consequências graves: ele acredita que até metade dos trabalhadores de escritório dos Estados Unidos pode ser substituída pela tecnologia.
A declaração foi feita durante o Aspen Ideas Festival, onde Farley destacou que, apesar dos ganhos em produtividade, a IA não beneficiará a todos. “Muitos trabalhadores de escritório ficarão para trás”, afirmou o executivo, deixando claro que o avanço da tecnologia pode ampliar desigualdades no mercado de trabalho.

Ele reforçou que a substituição já não é mais uma hipótese distante, e sim uma possibilidade concreta para milhões de pessoas. Segundo Farley, profissões ligadas ao setor administrativo são as mais ameaçadas, como contadores, secretários e caixas.
Farley também citou uma tendência crescente: muitos americanos estão passando a recomendar cursos técnicos em vez de graduações universitárias. Segundo ele, por mais avançada que seja, a IA ainda não consegue realizar tarefas práticas como construir usinas, instalar redes elétricas ou encanamentos — áreas onde profissionais especializados continuam essenciais.
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Farley também tem alertado sobre o domínio chinês em veículos elétricos. Recentemente a Ford Ranger dispara 61% nas vendas em julho, mostrando a força da montadora no mercado.
O Fórum Econômico Mundial prevê que 40% das habilidades exigidas no mercado de trabalho atual podem se tornar obsoletas nos próximos cinco anos. Isso significa que quem não se adaptar à nova realidade pode ficar sem espaço.
Não é só a Ford que reconhece essa mudança. Andy Jassy, da Amazon, revelou que a empresa pretende substituir parte dos trabalhadores por IA. Já Marc Benioff, da Salesforce, afirmou que entre 30% e 50% das tarefas na empresa já são feitas por inteligência artificial.
Farley também falou sobre a concorrência com montadoras chinesas, destacando que a tecnologia dos veículos fabricados na China é “muito superior” à do Ocidente. Segundo ele, a qualidade geral dos carros chineses tem superado a de muitas marcas tradicionais, inclusive as de Detroit.
Tudo indica que estamos entrando em uma nova era no mundo do trabalho — marcada por velocidade, incertezas e desafios. O impacto da IA vai além da eficiência: ele muda quem faz o trabalho e qual o valor das habilidades humanas em meio a tanta automação.
Enquanto isso, a Onvo L90 inicia pré-venda com sistema de auto-inspeção por IA, mostrando como a tecnologia está sendo integrada em novos veículos. No entanto, nem sempre a IA é perfeita, como visto no caso do sistema de IA da Hertz que gera novas reclamações.
