O governo federal deve decidir até o fim de junho se vai aumentar de 27% para 30% a quantidade de etanol misturado à gasolina. A proposta será discutida em uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda neste mês.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou que a medida será levada ao CNPE. Durante um evento na Fiesp, ele afirmou que a mudança pode reduzir a dependência do Brasil da importação de gasolina. “Vamos praticamente deixar de ser importadores”, declarou.

O aumento da mistura faz parte da Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro do ano passado. A legislação permite que o percentual de etanol na gasolina chegue até 35%, sendo que hoje varia entre 18% e 27,5%.
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O principal objetivo é tornar o combustível mais barato nas bombas e estimular a produção de energia limpa, contribuindo para uma matriz mais sustentável no país.
Além do etanol, o governo também discute o aumento do percentual de biodiesel no diesel. A mistura, que deveria ter subido de 14% para 15% em março, foi adiada devido à alta da inflação dos alimentos e à queda na popularidade do presidente Lula.
Empresas do setor de biocombustíveis, que já haviam se preparado para o aumento do biodiesel, cobram que o governo cumpra a promessa. “Muitas companhias investiram contando com o B15”, disse Erasmo Carlos Batistella, CEO da Be8, durante um evento em São Paulo.
No mesmo evento, o deputado Arnaldo Jardim, relator da Lei do Combustível do Futuro, também defendeu que o governo avance na elevação dos percentuais, tanto para o etanol quanto para o biodiesel.
A nova lei ainda prevê que as companhias aéreas sejam obrigadas a usar Combustível de Aviação Sustentável (SAF), com uma meta de reduzir em 10% as emissões do setor até 2037.
