Geely atinge marca de 10 mil unidades e EX2 lidera crescimento da marca

Geely celebra marco de 10 mil carros vendidos no Brasil em menos de um ano, com destaque para o elétrico EX2. Saiba mais sobre os planos da marca e seus modelos.
Geely atinge marca de 10 mil unidades e EX2 lidera crescimento da marca
Crédito da imagem: Geely

Resumo da Notícia

  • Geely ultrapassa 10 mil unidades vendidas no Brasil em menos de um ano de operação oficial.
  • A marca chinesa registrou crescimento expressivo em abril, consolidando-se como terceira maior no segmento de elétricos.
  • O modelo EX2, hatch elétrico compacto, é o principal responsável pelo desempenho, com vendas expressivas em abril.
  • O EX2 se destaca pelo preço competitivo, design moderno e proposta urbana eficiente, competindo com modelos da BYD.
  • A Geely planeja iniciar produção local em 2026, em parceria com a Renault, no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais.
  • O SUV elétrico EX5 e a versão híbrida plug-in EX5 EM-i também são estratégicos para a expansão da marca no país.
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A ofensiva da Geely no Brasil deixou de ser apenas uma promessa e passou a ganhar proporções inéditas no setor automotivo nacional. Em menos de um ano de operação oficial no país, a fabricante chinesa já ultrapassou a marca de 10 mil veículos vendidos, bateu recordes de emplacamentos e acelerou os planos para iniciar produção local a partir de 2026, em parceria com a Renault no Paraná.

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O avanço mais recente aconteceu em abril, quando a empresa superou pela primeira vez a barreira das quatro mil unidades comercializadas em apenas um mês. O resultado representou crescimento superior a 190% sobre março e consolidou a Geely como a terceira maior marca no segmento de veículos totalmente elétricos no mercado brasileiro.

Grande parte desse desempenho veio do EX2, hatch elétrico compacto que se transformou no principal fenômeno comercial da fabricante no país. O modelo emplacou 3.602 unidades em abril, registrando alta de 211% em relação ao mês anterior e alcançando sozinho um volume maior do que todas as vendas acumuladas do carro durante o primeiro trimestre de 2026.

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O crescimento do EX2 chamou atenção porque o segmento vinha sendo dominado pelos modelos da BYD desde 2023. Mesmo sem ultrapassar o Dolphin Mini, que segue na liderança entre os elétricos, o hatch da Geely rapidamente entrou no radar dos consumidores ao unir preço competitivo, visual moderno, espaço interno equilibrado e uma proposta urbana eficiente.

O compacto é vendido nas versões Pro e Max, com preços que hoje variam entre R$ 123.800 e R$ 136.800. Ambas utilizam motor elétrico traseiro de 116 cavalos e 15,3 kgfm, conjunto incomum entre carros da categoria. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em cerca de 10 segundos, enquanto a autonomia oficial chega a 289 quilômetros pelo Inmetro.

Nas dimensões, o EX2 mede 4,13 metros de comprimento, 1,80 metro de largura e 2,65 metros de entre-eixos. O espaço interno acomoda quatro ocupantes com conforto e ainda oferece porta-malas de 375 litros, além de um pequeno compartimento dianteiro. A recarga rápida também virou argumento importante, permitindo recuperar de 30% a 80% da bateria em pouco mais de 20 minutos.

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O modelo ainda ganhou força graças ao custo-benefício agressivo. Dependendo da versão, o hatch entrega itens raros entre elétricos de entrada, incluindo câmera panorâmica de 540 graus, teto com pintura contrastante, banco do motorista com ajustes elétricos e pacote avançado de assistentes de condução e segurança.

Enquanto o EX2 impulsiona as vendas, o EX5 se tornou a vitrine tecnológica da Geely no Brasil. O SUV elétrico foi o primeiro modelo lançado oficialmente pela marca no país, em junho de 2025, e representa a estratégia global da fabricante para disputar espaço entre os utilitários esportivos eletrificados mais sofisticados do mercado internacional.

Na configuração totalmente elétrica, o EX5 utiliza motor dianteiro de 218 cavalos e 32,6 kgfm, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos. A bateria de 60,22 kWh garante autonomia de até 412 quilômetros na versão Pro. O modelo ainda oferece recarga rápida, funções de fornecimento de energia externa e arquitetura GEA, plataforma global desenvolvida exclusivamente para veículos elétricos.

A Geely também aposta fortemente no EX5 EM-i, versão híbrida plug-in que desembarcou recentemente no Brasil em um lote superior a cinco mil veículos pelo Porto de Paranaguá. A operação marcou o maior desembarque simultâneo de carros eletrificados já registrado no terminal e revelou a estratégia da montadora para ampliar rapidamente sua presença antes do novo aumento dos impostos de importação previsto para julho de 2026.

O EX5 EM-i combina motor 1.5 aspirado a gasolina com propulsores elétricos integrados ao câmbio, entregando potência combinada de 262 cavalos e torque de 38,7 kgfm. O SUV acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e alcança velocidade máxima de 175 km/h, números que o colocam diretamente na disputa com BYD Song Plus, GWM Haval H6 e outros híbridos médios vendidos no Brasil.

Outro ponto que transformou o EX5 EM-i em destaque no segmento foi a autonomia. Nas versões Pro e Max, o SUV consegue rodar até 65 quilômetros em modo totalmente elétrico e atingir alcance combinado de até 1.245 quilômetros. Já a versão Ultra amplia a autonomia elétrica para 112 quilômetros e chega aos 1.300 quilômetros combinados divulgados pela fabricante.

Além da eficiência, o SUV aposta em tecnologia embarcada e equipamentos sofisticados para enfrentar concorrentes mais caros. O modelo traz central multimídia de 14,6 polegadas, painel digital, projeção de informações no para-brisa, câmeras panorâmicas, piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência, detector de ponto cego, bancos ventilados e sistema de som com 16 alto-falantes.

Todo esse movimento faz parte de um plano maior da Geely para o Brasil. A empresa já confirmou que iniciará produção nacional no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, onde hoje a Renault fabrica modelos como Kwid, Kardian, Duster, Oroch e Boreal. O EX5 EM-i será o primeiro fruto da parceria industrial entre as duas marcas, mas a fabricante chinesa já trabalha para lançar pelo menos quatro veículos produzidos localmente até o fim de 2027.

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