O salto espetacular de uma Ford Ranger Raptor em uma duna da Praia de Canoa Quebrada, no Ceará, viralizou nas redes sociais e terminou com o empresário Valécio Nogueira Granjeiro, dono de uma rede de supermercados em Russas (CE), hospitalizado e multado pelas autoridades. Ele perdeu a consciência após a manobra e precisou de atendimento médico. Agora, está em recuperação.
A cena impressionou pela ousadia: a caminhonete decolou em alta velocidade e chegou a passar por cima de um buggy, alcançando uma altura estimada de 10 metros. O veículo sofreu grandes danos e está sob custódia da Secretaria de Segurança Cidadã e Ordem Pública de Aracati.

A imprudência rendeu a Valécio uma multa de R$ 2.934,70, com base no artigo 175 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata de manobras perigosas. A infração é gravíssima, e o valor foi multiplicado por 10 devido à gravidade do caso. Se houver reincidência no prazo de um ano, o valor dobra para R$ 5.869,40.
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Além da punição no trânsito, a Prefeitura de Aracati e a Polícia Civil abriram investigações. As autoridades apuram se houve crime ambiental e outras possíveis irregularidades, já que o salto da picape envolveu risco para terceiros e o uso indevido da área de proteção ambiental.
A assessoria de Valécio informou que ele só vai se pronunciar após se recuperar totalmente. Em nota, ressaltou que o empresário sempre agiu com responsabilidade e respeitou a lei, e que o momento agora é de focar na saúde.
A Ford Ranger Raptor usada no salto é uma picape voltada para aventuras fora de estrada, equipada com motor V6 3.0 biturbo de 397 cv, amortecedores especiais da Fox e estrutura reforçada. O modelo é feito para suportar terrenos difíceis, mas mesmo assim exige cautela, segundo o próprio manual do proprietário.
Com mais de 5 metros de comprimento, quase 2,5 toneladas e capacidade de imersão de 850 mm, a Ranger Raptor é robusta, mas o salto realizado por Valécio extrapolou os limites de segurança recomendados pela fabricante.
O caso reacendeu o debate sobre uso consciente de veículos potentes em áreas turísticas e ambientais, e reforçou o alerta das autoridades para o risco de transformar manobras perigosas em entretenimento. Casos curiosos como o de um radar flagrando um pato voando em alta velocidade mostram a variedade de situações que as autoridades podem encontrar.
