Elon Musk está deixando suas funções regulares no governo dos EUA e deve retomar o foco no setor privado. Embora tenha sido convidado para contribuir temporariamente com a Casa Branca, sua saída já era esperada.
Durante sua passagem pelo governo, Musk participou ativamente de reuniões, inclusive com o próprio presidente Trump. Em uma delas, se despediu dizendo ter sido uma honra colaborar com a equipe e afirmou que o sistema DOGE teria gerado uma economia de US$ 160 bilhões — número que já foi questionado anteriormente.

O presidente Trump agradeceu o empenho de Musk e elogiou sua dedicação: “Você realmente sacrificou muito. Foi tratado de forma injusta.” Musk respondeu com bom humor: “Eles gostam de queimar meus carros, o que não é ótimo.”
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Mesmo com o afastamento formal, Musk deve seguir como conselheiro informal do governo. Integrantes da Casa Branca dizem que ele ainda será uma voz influente, especialmente no desenvolvimento do sistema DOGE, que segue em andamento.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, confirmou que, embora as reuniões presenciais tenham diminuído, o contato continua. “Agora falo com ele por telefone, mas o efeito é o mesmo”, disse ela ao New York Post.
A situação chama atenção pela ironia: Musk, conhecido por criticar o trabalho remoto, agora se comunica à distância com o governo — justamente em um momento em que o setor público tenta trazer os servidores de volta aos escritórios. O futuro dirá se sua saída impactará a queda nas entregas da Tesla em 2025 ou outras áreas relacionadas ao mercado automotivo e tecnologia.
A situação levanta paralelos interessantes com a recente reformulação das normas da NHTSA para acelerar a inovação em veículos autônomos, onde também se busca um equilíbrio entre supervisão e autonomia.
