O futuro de Elon Musk como CEO da Tesla voltou a ser questionado após uma reportagem do Wall Street Journal afirmar que o conselho da empresa estaria avaliando sua substituição. A notícia repercutiu mal no mercado, levando a uma queda de 3,38% nas ações da montadora.
A insatisfação teria ganhado força nos últimos meses, com membros do conselho — incluindo o cofundador JB Straubel — supostamente buscando empresas de recrutamento executivo em março. A principal crítica seria a crescente ausência de Musk, que estaria dedicando mais tempo a atividades externas, como sua atuação no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), do que à própria Tesla.

Enquanto isso, a empresa enfrenta dificuldades. O lucro da Tesla caiu 71%, e mercados importantes como França e Dinamarca registraram queda significativa nas vendas, com retrações de 59% e 67%, respectivamente. O cenário turbulento também refletiu nas ruas, com protestos e até vandalismo contra lojas da Tesla, como o caso de um carro da marca incendiado na França.
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Diante das acusações, a presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm, negou qualquer movimentação para substituir Musk. Em publicação na rede social X, ela afirmou que a informação é “absolutamente falsa” e reforçou a confiança na liderança de Musk.
O próprio Elon Musk também rebateu a matéria, acusando o Wall Street Journal de conduta antiética e alegando que a empresa havia respondido antes da publicação — algo contestado pelo jornal, que afirma não ter recebido retorno.
Apesar das polêmicas, analistas como Dan Ives, da Wedbush, acreditam que Musk seguirá no comando da Tesla por, pelo menos, mais cinco anos. Para eles, o momento é delicado, mas ainda não representa uma ameaça real à permanência do executivo. Apesar disso, a pressão sobre a Tesla e seu CEO continuam, especialmente após incidentes como o do dono de Cybertruck filmado fazendo saudações nazistas.
