Dados recentes sobre as vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in (PHEVs) revelam a supremacia chinesa no mercado global. Em outubro de 2024, a China detinha 76% das vendas globais desses veículos, um número expressivo que demonstra o seu crescente domínio no setor.
De acordo com a China Passenger Car Association (CPCA), apenas em outubro, 76% das vendas mundiais de carros 100% elétricos e PHEVs foram oriundas da China. Considerando o período de janeiro a outubro de 2024, a participação chinesa foi igualmente dominante, alcançando 69% do mercado global, representando aproximadamente 14,1 milhões de unidades vendidas.

Esse sucesso chinês se deve a diversos fatores, incluindo a forte política de incentivos governamentais que subsidia a produção e a compra de veículos eletrificados. Isso impulsionou a produção de fabricantes como BYD, GWM e Xiaomi, levando a uma ampla oferta de modelos e preços competitivos.
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Porém, essa rápida expansão da produção chinesa também gerou consequências. A alta produção não foi acompanhada por um consumo interno equivalente, resultando em um aumento significativo nas exportações de veículos elétricos chineses para o mercado internacional. Como resposta, países como os Estados Unidos, Canadá e Brasil implementaram medidas protecionistas, incluindo a aplicação de impostos sobre veículos importados da China.

No Brasil, apesar das barreiras comerciais, os veículos eletrificados chineses continuam mostrando forte presença, dominando seus segmentos. Um exemplo disso é o BYD Dolphin Mini, com 2.294 unidades vendidas em novembro de 2024, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
A intensa competição entre os fabricantes chineses também contribui para o cenário atual. A combinação de incentivos governamentais e competição acirrada impulsiona o desenvolvimento e a diversificação da oferta de veículos eletrificados no país, reforçando a posição da China como líder global nesse setor.

