Carros elétricos puxam alta histórica no consumo de energia no Brasil

Devido ao aumento no número de veículos eletrificados, o setor de transporte rodoviário brasileiro registrou crescimento no consumo de energia
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Crédito da imagem: Porsche

Resumo da Notícia

  • Nos últimos cinco anos, o Brasil viveu uma transformação silenciosa e acelerada no setor de transportes: os carros eletrificados deixaram de ser exceção para se tornar parte visível da paisagem urbana.
  • Essa expansão, revelada no Balanço Energético Nacional 2025, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Ministério de Minas e Energia, mostra uma mudança de escala.
  • O movimento ocorre num momento estratégico: com uma matriz elétrica limpa — 88,2% renovável em 2024 —, o país tem uma base energética favorável para a transição.
  • O relatório destaca ainda que a renovabilidade do setor atingiu 25,7%, puxada também pelo uso maior de biodiesel e etanol hidratado, enquanto a geração de energia solar e eólica avançou 39,6% e 12,4%, respectivamente.
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Nos últimos cinco anos, o Brasil viveu uma transformação silenciosa e acelerada no setor de transportes: os carros eletrificados deixaram de ser exceção para se tornar parte visível da paisagem urbana. O salto de 1,9 mil licenciamentos em 2020 para mais de 215 mil em 2024 foi acompanhado por um crescimento expressivo no consumo de eletricidade nas estradas, que passou de 14 para 309 gigawatt-hora no mesmo período.

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Pela primeira vez, o consumo de energia elétrica no transporte rodoviário entrou oficialmente na matriz energética nacional. Essa expansão, revelada no Balanço Energético Nacional 2025, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Ministério de Minas e Energia, mostra uma mudança de escala.

Carros elétricos puxam alta histórica no consumo de energia no Brasil
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Automóveis representam mais de 90% da frota eletrificada, seguidos por comerciais leves, ônibus e caminhões. O crescimento foi impulsionado pelo aumento da oferta de modelos, queda nos preços e maior autonomia dos veículos, fatores que ajudam a consolidar a eletromobilidade no país.

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O movimento ocorre num momento estratégico: com uma matriz elétrica limpa — 88,2% renovável em 2024 —, o país tem uma base energética favorável para a transição. A eletricidade já responde por uma fatia crescente do setor de transportes, que historicamente dependeu de combustíveis fósseis.

O relatório destaca ainda que a renovabilidade do setor atingiu 25,7%, puxada também pelo uso maior de biodiesel e etanol hidratado, enquanto a geração de energia solar e eólica avançou 39,6% e 12,4%, respectivamente.

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Embora ainda represente apenas 0,2% da frota nacional, a eletromobilidade cresce em ritmo acelerado. Entre 2019 e 2023, o número de veículos elétricos e híbridos saltou de 32,8 mil para 291 mil unidades, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito. O avanço é visto como um novo vetor da transição energética, com potencial de reduzir emissões e reposicionar o setor de transportes no centro da agenda climática nacional.

A estratégia governamental também acompanha essa virada. Desde janeiro de 2024, o país voltou a taxar a importação de veículos elétricos e híbridos, com alíquotas progressivas até 2026, numa tentativa de estimular a produção local. Essa política anda lado a lado com a necessidade de preparar a infraestrutura elétrica para sustentar o aumento do consumo causado pela eletrificação da frota.

Carros elétricos puxam alta histórica no consumo de energia no Brasil
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O desafio, segundo a EPE, será garantir estabilidade e eficiência ao sistema elétrico diante do aumento da demanda. A projeção é de que a participação da eletricidade no transporte siga crescendo até 2034, acompanhando a popularização de veículos plug-in e novas tecnologias de recarga e armazenamento. Assim, o Brasil caminha para um cenário em que o setor de transportes, antes dependente do petróleo, passa a ser peça-chave na descarbonização da economia nacional.

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