Resumo da Notícia
O Brasil vive um momento histórico na transição para o transporte público de baixa emissão. Em julho de 2025, o país bateu recorde com 160 ônibus elétricos vendidos em um único mês — salto de 370% em relação a junho e mais de 1.100% se comparado a julho do ano anterior, segundo a ABVE. São Paulo foi o principal motor dessa transformação, respondendo por 90% das vendas no primeiro semestre, graças a políticas ambientais firmes e metas anuais de redução de poluentes.
A virada começou a ganhar força em outubro de 2022, quando a prefeitura paulistana proibiu a compra de novos ônibus a diesel, impulsionando a substituição por modelos elétricos e mantendo 201 trólebus em circulação. Além da capital, outras cidades como São Bernardo do Campo, Salvador, Ribeirão Preto e Resende também avançaram, embora com volumes mais modestos.

No primeiro semestre de 2025, foram 306 ônibus elétricos emplacados no país, um crescimento de 141% em relação ao mesmo período de 2024. Esse desempenho é fruto de maior oferta de veículos, adesão de prefeituras e incentivos como o PAC Cidades, programa federal que apoia financeiramente a compra de veículos de emissão zero e instalação de infraestrutura de recarga.
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Hoje, sete fabricantes estão ativamente no mercado brasileiro de ônibus elétricos, com destaque para Eletra (34,3% das vendas), BYD (31%) e Mercedes-Benz (22,8%). Embora marcas como Marcopolo e Volvo ainda não tenham emplacado modelos neste ano, elas participam de licitações em andamento, com entregas previstas para o segundo semestre.
Por trás desse avanço está o protagonismo do BNDES, que se tornou o maior financiador de ônibus elétricos da América Latina, com mais de 12% do volume de recursos destinados a esses projetos, segundo levantamento do C40 Cities e ICCT. Desde 2023, o banco já aprovou R$ 3,8 bilhões em crédito para iniciativas em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e para o operador privado Mobibrasil.

A atuação do BNDES e de outros bancos públicos brasileiros, como o Banco do Brasil e a Caixa, não só fortalece a indústria nacional de mobilidade elétrica, como também ajuda a gerar empregos qualificados e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono — uma das prioridades do atual governo federal.
