Bombeiros definem normas para recarga elétrica em edifícios

Após debates sobre os riscos de incêndio, as novas normas foram definidas e entram em vigor em 180 dias, exigindo o uso exclusivo de carregadores do tipo modo 3 (wallbox) e modo 4 (rápidos)
Bombeiros definem normas para recarga elétrica em edifícios
A recarga lenta é comum no ambiente doméstico e requer um carregador com corrente alternada monofásica (Foto: Mikes-Photography / Pixabay)

Resumo da Notícia

  • Foi divulgada nesta terça-feira (26) a nova Diretriz Nacional sobre Instalação de Carregadores para Veículos Elétricos
  • A medida foi criada após discussões sobre riscos de incêndio
  • Entre as principais exigências estão: disjuntor exclusivo para cada ponto
  • Nos prédios novos, será exigida infraestrutura completa de combate a incêndio
  • Para síndicos e moradores, a recomendação é iniciar os projetos elétricos
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Foi divulgada nesta terça-feira (26) a nova Diretriz Nacional sobre Instalação de Carregadores para Veículos Elétricos, elaborada pelo Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros (CNCGBM | LIGABOM). O documento define regras de segurança e padronização para pontos de recarga em garagens, condomínios e estacionamentos de todo o país.

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A medida foi criada após discussões sobre riscos de incêndio, já que a frota de elétricos e híbridos cresce rapidamente no Brasil. As normas entram em vigor em 180 dias e exigem que apenas carregadores modo 3 (wallbox) e modo 4 (rápidos) sejam utilizados, proibindo o uso de tomadas comuns ou carregadores portáteis.

BMW i3 sendo reabastecido em um BMW i Wallbox (Foto: Divulgação)

Entre as principais exigências estão: disjuntor exclusivo para cada ponto, botão de desligamento de emergência a até 5 metros da vaga, sinalização clara dos carregadores e instalação conforme normas da ABNT. As regras valem também para residências, mas sem obrigatoriedade de sprinklers.

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Nos prédios novos, será exigida infraestrutura completa de combate a incêndio, incluindo sprinklers, detecção de fumaça, exaustão mecânica e estruturas resistentes ao fogo por até 120 minutos. Já os condomínios antigos terão prazos de adaptação definidos por cada estado.

Para síndicos e moradores, a recomendação é iniciar os projetos elétricos e de segurança o quanto antes. O custo de instalação de um carregador residencial pode chegar a R$ 10 mil, dependendo da fiação e do sistema elétrico, mas garante conveniência e evita problemas nas vistorias.

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Apesar de considerada um avanço na segurança, a medida divide opiniões. Entidades do setor afirmam que as exigências podem encarecer obras e atrasar a expansão da infraestrutura de recarga. Ainda assim, a diretriz cria parâmetros nacionais inéditos para proteger moradores, veículos e edificações.

Fonte: LIGABOM

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