Resumo da Notícia
A Fenabrave divulgou os resultados da 29ª edição da pesquisa “A Voz do Concessionário”, que avalia a satisfação de lojistas com montadoras no Brasil. Foram ouvidas 23 marcas, incluindo BMW, Toyota, Ford, Volkswagen, Fiat e três chinesas: GWM, BYD e Chery.
O levantamento avalia rentabilidade, suporte, financeiro, produtos e comunicação da fábrica com as concessionárias. O Índice de Valor mede como a montadora ajuda na lucratividade do negócio, enquanto o Índice de Parceria Comercial analisa o relacionamento e gestão de vendas.

Entre os destaques, a BMW lidera o Índice de Valor com 83,7 pontos, seguida pela chinesa GWM com 83,1. A Mitsubishi ficou em quinto lugar com 76 pontos. A Caoa Chery aparece em sexto lugar (75,6), mostrando que algumas marcas chinesas superam fabricantes tradicionais como Fiat e Hyundai.
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No lado oposto, BYD teve desempenho ruim, com 54,9 pontos, ficando entre as últimas colocadas. A marca recebeu críticas por baixa remuneração na mão de obra e pós-venda, falta de suporte financeiro e pouco diálogo com os concessionários.
No Índice de Parceria Comercial, a BMW lidera novamente com 85,2 pontos, seguida pela GWM e Toyota. As piores posições ficaram com Renault (54,5), GM (59) e BYD (61), destacando falhas em comunicação, treinamento e gestão de produtos.

A pesquisa também revelou que algumas marcas, mesmo com lançamentos recentes, não conseguem agradar suas redes. A Chevrolet acabou surpreendendo negativamente, alcançando apenas a 20ª posição com 50,5 pontos. Já a Land Rover/Jaguar ficou na última colocação, somando 47,5 pontos, entre as 23 marcas avaliadas na pesquisa da Fenabrave.
GM e Jaguar Land Rover foram mal avaliadas em perspectiva de crescimento das concessionárias, enquanto a Renault foi criticada pelo marketing e logística.
No geral, o estudo reforça que o sucesso de uma montadora depende do equilíbrio entre produtos desejados pelos clientes, suporte financeiro e uma boa relação com as concessionárias. Marcas bem avaliadas garantem confiança e potencial de crescimento, enquanto as mal avaliadas precisam revisar estratégias.
