Resumo da Notícia
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou no último sábado (16/8), em Brasília, que a venda de carros considerados “sustentáveis” cresceu 108% em julho, na comparação com a média dos seis primeiros meses de 2025. O comunicado foi feito durante visita à concessionária Primavia Fiat, próxima ao aeroporto da capital.
Segundo Alckmin, esse avanço está diretamente ligado ao programa “Carro Sustentável”, lançado pelo governo Lula há cerca de um mês. A medida zerou a alíquota do IPI para modelos nacionais mais leves, econômicos e fabricados com maior índice de reciclabilidade.

Com o benefício fiscal, o preço dos veículos de entrada caiu em até R$ 13 mil, o que impulsionou as vendas. Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apontam um aumento geral de 16,7% no mercado automotivo em julho.
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Alckmin ressaltou que o impacto vai além da economia. Para ele, o programa tem caráter social, ao facilitar a compra do primeiro carro para famílias de baixa renda, e também ambiental, por estimular veículos menos poluentes. “É o carro de entrada, o mais barato, que muitas pessoas antes não conseguiam comprar. Agora têm acesso”, afirmou.
Para ter direito ao IPI zero, os veículos precisam emitir menos de 83 g de CO₂ por quilômetro, ser fabricados no Brasil, usar ao menos 80% de materiais recicláveis e se enquadrar na categoria de compactos eficientes.
Entre os modelos que estão disponives são Fiat Mobi, Argo, Cronos, Chevrolet Onix, Renault Kwid, Peugeot 208, Hyundai HB20, Citroën C3 e Volkswagen Polo, entre outros. Já carros turbo, híbridos, elétricos e importados ficaram de fora do programa.
O governo ainda prepara ajustes na legislação para estender a política até 2026. A meta é estimular a produção local, renovar a frota nacional e impulsionar o setor automotivo, ao mesmo tempo em que se investe em tecnologias mais limpas.
