Resumo da Notícia
O presidente Donald Trump afirmou, em entrevista à CNBC, que o Japão começará a importar as caminhonetes Ford F-150 como parte de um novo acordo comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, o país asiático também deve investir US$ 550 bilhões na economia americana, valor que seria em grande parte composto por empréstimos e garantias, e não investimento direto.
Apesar do anúncio, ainda há muita incerteza em torno dos detalhes do acordo. Um dos pontos mais polêmicos é quando os Estados Unidos vão reduzir suas próprias tarifas sobre os carros japoneses, que hoje somam 27,5% — sendo 2,5% antigos e outros 25% impostos por Trump durante seu governo. A previsão é que essa taxa caia para 15%, mas ainda não há um cronograma definido.

Na terça-feira, o negociador japonês Ryosei Akazawa embarcou para Washington em sua nona viagem desde o início das tratativas. O objetivo principal é pressionar o governo americano a emitir o decreto presidencial que formaliza a redução das tarifas sobre automóveis e peças antes que novas taxas entrem em vigor na quinta-feira.
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Mesmo com as promessas feitas por Trump, a exportação da F-150 ao Japão pode esbarrar em questões práticas. O modelo é considerado grande demais para as ruas estreitas do país — com 2,4 metros de largura com espelhos — além de ter o volante no lado esquerdo, ao contrário do padrão japonês.

Ainda assim, a fala de Trump reforça o peso que esse acordo pode ter para a indústria automotiva e para a relação comercial entre os dois países. A ideia de exportar a popular picape americana simboliza a tentativa dos EUA de ampliar sua presença em mercados externos.
Por fim, outro ponto que gera dúvidas é se o limite de 15% de tarifas também valerá para o Japão ou apenas para a União Europeia, como indica uma recente ordem executiva americana. Enquanto isso, as conversas continuam, com expectativa de avanços nos próximos dias.

Outro ponto a ser considerado é que a Nissan anunciou o fechamento de fábrica histórica no Japão em meio à crise, o que demonstra um cenário desafiador para o setor automotivo no país. Inclusive, é importante lembrar que o Volkswagen amargou prejuízo de US$ 1,5 bilhão com Tarifas de Trump.
