Resumo da Notícia
O mapa da indústria automotiva mundial mudou de vez em 2025. O fechamento dos balanços das grandes montadoras, incluindo o do Grupo Stellantis em 26 de fevereiro, confirmou uma virada histórica: a China não apenas ampliou sua presença global como colocou três empresas entre as dez maiores do planeta. O setor entrou em um novo eixo de poder.
Pelo 17º ano seguido, a China manteve o título de maior mercado automotivo do mundo. Foram 34,5 milhões de veículos produzidos e 34,4 milhões vendidos, com altas de dois dígitos. Mais que volume, o país consolidou protagonismo ao alcançar 35,6% de participação global em 2025.

Boa parte desse avanço vem dos chamados veículos de novas energias. A produção e as vendas ultrapassaram 16 milhões de unidades, superando metade do mercado interno. No exterior, os embarques passaram de 7 milhões de veículos, sendo 2,6 milhões eletrificados — o dobro do ano anterior.
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Entre as empresas, a ascensão foi clara. A BYD chegou ao sexto lugar mundial com 4,6 milhões de unidades e tornou-se líder global em elétricos, superando a Tesla pela primeira vez. Já a SAIC e a Geely Holdings ganharam posições e deixaram para trás rivais tradicionais.
A Geely, aliás, ultrapassou a marca de 4 milhões de veículos anuais após cinco anos seguidos de crescimento, superando Ford e Honda no ranking. No mercado externo, BYD e SAIC também avançaram: ambas venderam mais de 1 milhão de unidades fora da China, com destaque para o salto de 145% da BYD.
No topo da lista, pouca mudança. Toyota segue líder global, à frente de Volkswagen, Hyundai Motor e General Motors. O quinto lugar ficou com o Grupo Stellantis, sustentado por marcas como Peugeot, Jeep e Fiat.
Executivos europeus já reconhecem o novo cenário. Oliver Blume, CEO da Volkswagen, afirmou durante visita oficial à China que o país deixou de ser apenas mercado consumidor para se tornar centro de inovação em eletrificação, software e baterias. Com forte apoio governamental e programas de renovação de frota que movimentaram trilhões de yuans, a indústria chinesa acelerou e passou a ditar o ritmo da transformação global.
