Resumo da Notícia
A eletrificação começa a alcançar territórios antes considerados intocáveis, e a Hilux é um deles. Ícone global das picapes médias, o modelo passa a simbolizar a nova fase da Toyota, que tenta equilibrar tradição, exigências ambientais e mudanças no perfil do consumidor europeu.
Apresentada no Salão Automóvel de Bruxelas 2026, a Hilux elétrica marca uma estreia histórica nas nove gerações do modelo. É a primeira vez que a picape adota propulsão 100% a bateria, ampliando uma gama que já inclui versões diesel e diesel com sistema mild hybrid de 48 volts.

O conjunto elétrico é formado por dois motores, um em cada eixo, garantindo tração integral permanente. A bateria de íons de lítio de 59,2 kWh entrega autonomia de até 257 km no ciclo combinado e pode chegar a 380 km no uso urbano, segundo o padrão WLTP.
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Mesmo eletrificada, a Hilux preserva seu DNA utilitário. A estrutura segue com chassi sobre longarinas, vão livre de 212 mm e capacidade de travessia de alagamentos de 700 mm, além de carga útil de 715 kg e reboque de até 1,6 tonelada.

O visual também evoluiu. A nova geração adota linhas mais angulosas e faróis em LED, enquanto a versão elétrica se diferencia pela dianteira fechada, sem grade tradicional, já que dispensa o sistema de refrigeração típico dos motores a combustão.
Na estratégia europeia, a Toyota reconhece que o diesel ainda será protagonista. O motor 2.8 turbodiesel com mild hybrid deve concentrar o maior volume de vendas, enquanto versões puramente a combustão ficam restritas a mercados específicos do Leste Europeu.

Por ora, a Hilux elétrica será exclusiva da Europa, com vendas a partir do segundo semestre. No Brasil, a picape seguirá fiel ao turbodiesel e só deve receber eletrificação leve em 2027, reforçando como a transição nesse segmento ainda caminha em ritmo cauteloso.
