Testamos o Chevrolet Captiva EV: SUV elétrico vale a pena?

O novo Chevrolet Captiva EV chega ao Brasil com motor elétrico, foco em espaço interno e preço competitivo para brigar no segmento de SUVs médios.
Testamos o Chevrolet Captiva EV: SUV elétrico vale a pena?
Crédito da imagem: Absoluta (Praia Grande) Praia Grande, SP

Resumo da Notícia

  • O nome Captiva retorna ao mercado brasileiro em uma nova geração totalmente elétrica.
  • O modelo é produzido pela Wuling, marca do grupo chinês Saic, parceiro da General Motors.
  • Com 4,70 metros de comprimento, o SUV se destaca pelo amplo espaço interno e conforto para famílias.
  • O motor elétrico entrega 201 cavalos de potência e autonomia oficial de 304 quilômetros pelo Inmetro.
  • O veículo oferece recursos de segurança como frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo.
  • O preço competitivo, na faixa de R$ 170 mil a R$ 200 mil, é o principal argumento de venda do modelo.
  • O Captiva EV prioriza o conforto de rodagem e a eficiência energética em detrimento da proposta esportiva do antigo V6.
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O retorno do nome Captiva ao mercado brasileiro marca uma nova fase da Chevrolet no segmento de utilitários esportivos. Só que, desta vez, o modelo abandonou completamente a proposta do antigo SUV com motor V6 para apostar em uma receita totalmente elétrica, desenvolvida na China e focada em espaço, eficiência e custo-benefício.

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Quem conheceu o antigo Captiva certamente vai estranhar o novo modelo logo no primeiro contato. O SUV que fez sucesso entre 2008 e 2017 era praticamente um símbolo de status da Chevrolet, enquanto o novo Captiva EV nasce com uma proposta muito mais racional e tecnológica, mirando o crescimento dos carros eletrificados no Brasil.

Apesar do nome conhecido, o novo Captiva não foi desenvolvido originalmente pela Chevrolet. O modelo é produzido pela Wuling, marca ligada ao grupo chinês Saic, parceiro global da General Motors na China. Por lá, o veículo atende pelo nome de Starlight S, mas ganhou o emblema da Chevrolet em alguns mercados internacionais.

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Crédito da imagem: Absoluta (Praia Grande)
Praia Grande, SP

A estratégia segue uma tendência comum na indústria automotiva atual. Assim como outras fabricantes resgataram nomes tradicionais para novos projetos, a Chevrolet aproveitou um nome forte e já conhecido pelo consumidor brasileiro para apresentar seu novo SUV elétrico de porte médio.

Visualmente, o Captiva EV até lembra alguns utilitários vendidos nos Estados Unidos pela Chevrolet, principalmente na traseira, que remete ao Traverse. Na dianteira, porém, a identidade visual chinesa aparece com mais força, especialmente no conjunto óptico em LED e na grade fechada típica de veículos elétricos.

O porte impressiona bastante ao vivo. Com cerca de 4,70 metros de comprimento e entre-eixos de 2,80 metros, o Captiva EV praticamente entra na categoria dos SUVs grandes. O espaço interno acaba sendo um dos maiores destaques do modelo, principalmente para famílias.

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O banco traseiro acomoda passageiros altos com facilidade e praticamente não existe túnel central no assoalho. Isso melhora muito o conforto para quem viaja no meio. A sensação de amplitude também é reforçada pelo teto panorâmico e pelos bancos com desenho mais baixo.

O porta-malas oferece 403 litros de capacidade e atende bem ao uso familiar. Mesmo sem terceira fileira de bancos, o comprimento do carro chama atenção e passa a impressão de que o SUV poderia até receber sete lugares em uma futura versão.

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Por dentro, o acabamento mistura revestimentos em couro com detalhes que imitam madeira. A construção não chega a transmitir sensação premium como no antigo Captiva V6, mas entrega um ambiente agradável e funcional, com materiais simples, porém bem montados.

A cabine segue o padrão dos carros chineses atuais, com poucos botões físicos e uma enorme central multimídia de 15 polegadas dominando o painel. O sistema funciona bem, mas ainda está distante da experiência oferecida pelo MyLink tradicional da Chevrolet.

O modelo traz recursos importantes de segurança, como frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de permanência em faixa. Mesmo assim, algumas ausências chamam atenção em um SUV elétrico dessa faixa de preço.

O Captiva EV não oferece alerta de ponto cego, sensor de estacionamento dianteiro e nem ajuste de altura para o cinto de segurança. Também falta carregador de celular por indução e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, algo cada vez mais comum entre rivais chineses.

Testamos o Chevrolet Captiva EV: SUV elétrico vale a pena?
Crédito da imagem: Absoluta (Praia Grande)
Praia Grande, SP

Na parte mecânica, o SUV utiliza um motor elétrico dianteiro com 201 cavalos de potência e 31,6 kgfm de torque. O desempenho agrada no uso urbano e o carro consegue acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos, mesmo pesando cerca de 1.800 quilos.

Durante a condução, o Captiva entrega uma proposta claramente voltada ao conforto. A suspensão é macia e prioriza suavidade ao passar por buracos e irregularidades, característica bastante comum em modelos chineses voltados ao uso familiar.

Em acelerações mais fortes, existe uma pequena demora inicial antes de toda a potência ser entregue. Depois disso, o SUV responde bem e mostra força suficiente para ultrapassagens e retomadas rápidas, principalmente em velocidades urbanas.

Outro ponto positivo é a eficiência energética. A bateria de 60 kWh entrega autonomia oficial de 304 quilômetros pelo Inmetro, mas em uso urbano o consumo surpreende positivamente e pode ultrapassar os 350 quilômetros reais dependendo da condução.

O sistema de recarga também agrada. Em carregadores rápidos de até 120 kW, a bateria pode recuperar boa parte da carga em cerca de 40 minutos. Já em carregadores residenciais mais simples, o processo é naturalmente mais lento, mas atende ao uso diário.

No Brasil, o Captiva EV chegou inicialmente perto dos R$ 200 mil, mas já aparece em algumas concessionárias com preços próximos de R$ 170 mil. Isso coloca o SUV na mesma faixa de modelos compactos topo de linha, tornando o custo-benefício um dos seus maiores argumentos.

O novo Captiva definitivamente não tem a personalidade luxuosa e imponente do antigo V6 que marcou época no país. Ainda assim, entrega muito espaço, bom desempenho, autonomia convincente e uma experiência elétrica interessante para quem busca um SUV familiar moderno sem gastar valores tão altos em modelos premium.

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