Resumo da Notícia
A Smart parece decidida a reescrever sua própria história. Depois de anos associada a carros minúsculos, a marca agora aposta em um sedã imponente para disputar espaço no mercado chinês. O novo Smart #6 chega como símbolo dessa virada, reunindo ambição tecnológica, design ousado e a clara intenção de romper com o passado compacto.
O modelo, que teve imagens divulgadas na China, é o primeiro sedã da marca e também o maior veículo já produzido pela Smart. Com 4,9 metros de comprimento, ele praticamente dobra o tamanho do antigo ForTwo e supera até o recém-lançado Smart #5. As proporções robustas reforçam a nova fase da empresa desde a joint venture entre Mercedes-Benz e Geely.

Apresentado oficialmente após sua aparição no MIIT, o #6 EHD recebeu fotografias detalhadas e especificações técnicas ambiciosas. A autonomia total declarada chega a 1.810 km pelo ciclo chinês CLTC, número que chama atenção, embora costume ser generoso. Somente no modo elétrico, o sedã percorre 285 km sem acionar o motor a combustão.
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O sistema híbrido plug-in utiliza a plataforma NordThor Hybrid 2.0 da Geely, combinando um motor 1.5 turbo de 120 kW com um motor elétrico que trabalha por meio de uma transmissão DHT de três marchas. No conjunto, são 320 kW — o equivalente a 429 cv — alimentados por baterias de fosfato de ferro-lítio fornecidas por SVOLT ou CATL. É o mesmo arranjo que estreou no Smart #5.

A carroceria larga, com 1.922 mm, e a distância entre eixos de 2.926 mm dão ao sedã presença visual e espaço interno promissor, ainda que não revelado. As rodas de 20 polegadas e o aerofólio traseiro ativo completam o pacote, assim como o sensor LiDAR no teto, evidenciando funções avançadas de assistência ao motorista. O peso final não foi confirmado, mas deve ser elevado.
O design externo aposta em elementos esportivos, como pintura amarela e pinças de freio no mesmo tom, além da barra de luz contínua na dianteira. Câmeras laterais, maçanetas embutidas e grade inferior escurecida modernizam ainda mais o visual. Enquanto isso, o combustível declarado é contido para um carro desse porte: 3,9 L/100 km no padrão chinês.

Embora o interior ainda permaneça oculto, a expectativa é de um cockpit dominado por telas, como exige o consumidor chinês. A tendência local de substituir comandos físicos por grandes displays digitais deve aparecer com força, acompanhada de assistente de voz e recursos baseados em inteligência artificial. O #6 promete seguir esse roteiro sem cerimônia.
A Smart confirma que o novo sedã será vendido na China no próximo ano, sem planos imediatos de exportação. Enquanto isso, na Europa, a marca prepara o compacto #2 como herdeiro espiritual do ForTwo. Se o #6 representa uma ruptura, ele também traduz o momento da Smart: ousado, tecnológico e mais distante do passado do que nunca.
