Resumo da Notícia
A Mercedes-Benz prepara para 2027 um movimento estratégico que pode redefinir a entrada da família Classe G. O chamado “Little G” nasce como um utilitário compacto, mas com ambições grandes: ampliar o alcance da marca sem abrir mão da tradição fora de estrada. A proposta é clara — combinar herança, versatilidade e novas tecnologias em um formato mais acessível.
Inicialmente pensado como um modelo exclusivamente elétrico, o projeto mudou de rumo. Agora, além da versão a bateria, o SUV também terá opção com motor a combustão, refletindo a nova postura da fabricante diante de um mercado menos previsível. A decisão acompanha a revisão de metas globais de eletrificação da própria Mercedes.

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O CEO Ola Källenius já deixou claro que os motores a combustão seguirão nos planos da empresa até a próxima década. A mudança ocorre em meio a vendas abaixo do esperado do Classe G elétrico e a um cenário em que outras marcas também recalibraram suas estratégias. Um exemplo recente é o reposicionamento da Porsche em relação aos futuros Macan e Cayenne.
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No caso do Little G, a versão a combustão deverá usar o motor 1.5 turbo com assistência híbrida do CLA. Desenvolvido pela Mercedes e produzido pela Horse Powertrain, joint venture entre Geely e Renault, o conjunto entrega até 188 cv e 300 Nm. O sistema inclui motor elétrico integrado à transmissão, permitindo rodar com o propulsor a gasolina desligado em certas situações.
Já a configuração totalmente elétrica apostará em dois motores eATS2.0, um por eixo, garantindo tração integral permanente. A bateria de 85 kWh promete autonomia próxima de 450 milhas no ciclo WLTP. Tanto no elétrico quanto no híbrido, a marca trabalha com vetorização de torque para assegurar desempenho off-road à altura do nome G.

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Diferentemente do que se imaginava, o modelo não dividirá base com futuros elétricos da linha C. Segundo o chefe de tecnologia Markus Schäfer, ele terá arquitetura própria para preservar a autenticidade. A expectativa é que utilize um chassi de longarinas, solução clássica para utilitários com real vocação fora de estrada.
Com cerca de 4,40 metros de comprimento e cinco lugares, o novo SUV será menor e mais baixo que o Classe G tradicional, mas manterá traços marcantes como faróis redondos, indicadores sobre os para-lamas e estepe externo. Posicionado como porta de entrada da submarca, ele deve enfrentar rivais como o futuro Land Cruiser FJ e o Bronco, reforçando a disputa no segmento dos 4×4 compactos de perfil aventureiro.
